segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 20 dez 2023 - 15:02:22
O homem, de 63 anos, estava preso desde abril após participar das manifestações em Brasília
Da redação
Desde o domingo, 17 de dezembro, o comerciante ourinhense Nelson Eufrosino, 63 anos, que estava preso acusado de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília, está em liberdade provisória e já se encontra em meio à sua família.
Nelson teve prisão preventiva decretada em 20 de janeiro, e foi detido em sua residência, encaminhado à Polícia Federal em Marília durante a 10ª fase da Operação Lesa Pátria, posteriormente encaminhado à Penitenciária de Cerqueira César/SP.

O ourinhense é acusado de participar de depredação no prédio do Supremo Tribunal Federal em Brasília, desde que teve um vídeo seu divulgado enquanto quebrava os vidros do STF com um cano de ferro durante as manifestações ocorridas na época, quando bolsonaristas descontentes com os resultados das eleições invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília.
Durante o período que esteve preso, Nelson recebeu a notícia da morte de seu filho mais velho, Denner Leme Eufrosino, falecido em 13 de setembro de 2023. O preso político conseguiu permissão para, escoltado pela polícia, participar do velório por 15 minutos e se despedir do filho.
Eufrosino teve pedido de soltura acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, através de recurso feito pela advogada do réu, Doutora Marta Padovani, com base nos bons antecedentes de Nelson e das comorbidades que possui, para que ele responda o processo em liberdade.
Assim como os outros réus dos atos golpistas no STF, Nelson responde às acusações de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, Tentativa de Golpe de Estado, Dano Qualificado pela Violência e Deterioração de Patrimônio Público, Associação Criminosa Armada. Se condenado poderá cumprir pena de até 12 anos de prisão.
Alvo dos mandados em Ourinhos, Nelson também já teve seu nome incluído na lista da Advocacia-Geral da União (AGU) que pede à Justiça o ressarcimento de R$ 20,7 milhões devido aos atos de vandalismo do dia 8 de janeiro.
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