segunda, 9 de março de 2026

REGIÃO: Em Bauru, família aponta erro médico em morte de jovem e registra queixa

Publicado em 05 abr 2024 - 09:48:35

           

Jovem teria morrido por medicação errada

Por Fernando Lima

 

        Kevin Felipe da Silva, de 24 anos, morreu em Bauru no Hospital Estadual, onde esteve internado por 5 dias. Sua família registrou uma denúncia na polícia para que o caso seja apurado.

       O jovem procurou atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Geisel, no dia 8 de março, com tonturas, náuseas e vômitos. A família afirma que durante o atendimento a equipe médica teria receitado sais de hidratação e glicose, mas não teria realizado o teste de diabetes.

       Ele voltou a procurar atendimento dois dias depois, no mesmo local, com os mesmos sintomas e teve uma parada cardiorrespiratória. Somente neste atendimento que a UPA constatou que ele era diabético, a família também alega que não sabia.

       “Primeiro, disseram que era garganta. No dia 10, ele não havia apresentado melhora e minha mãe levou ele de volta. Foi aí que deram sete medicamentos de uma vez na veia, sem terem feito o exame da glicemia, dentre esses remédios, vários que têm que ser ministrado com cautela em diabético, tinha um que tem até glicose”, diz a irmã do jovem, Sabrina Fernandes da Silva.

       Ele ficou em observação na UPA, mas devido à gravidade do caso, precisaria ser transferido para um hospital com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas com os hospitais da cidade superlotados, o Hospital Estadual (HE) negou sua internação. A família então, teve que recorrer à justiça e conseguiu um mandado de segurança pela Defensoria Pública do Estado que autorizou sua transferência e, segundo a família, Kevin ficou sete horas passando mal e esperando o leito.

       No HE, o jovem permaneceu internado por 5 dias e faleceu no dia 15 de março. O pai registrou um boletim de ocorrência que aponta “cetoacidose diabética” como uma das causas da morte, que é caracterizada pela falta de insulina no corpo e que poderia ter sido fatal com a administração da insulina. A família questiona a falta do exame de diabetes no início do atendimento no UPA.

     A Prefeitura de Bauru informou em nota que “em observação a Lei Geral de Proteção de Dados, todas as informações referentes aos atendimentos e prontuários médicos do paciente serão repassados aos familiares, em conformidade com a previsão legal”. Já a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo disse que “o paciente foi prontamente atendido e recebeu toda assistência necessária”.

      A família alega que seguirá em busca de justiça pelo caso do filho.

Imagens: Arquivo Pessoal e Famesp.

 

 

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