segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 24 maio 2025 - 11:05:24
Escolas bilíngues adotam estratégias inovadoras de preparação dos alunos para as melhores faculdades do mundo
Da Redação
Neste sábado, 24 de maio, é comemorado o Dia do Vestibulando. O fim do Ensino Médio marca uma fase de transição e decisões importantes na vida dos jovens.
Entre a alegria de encerrar um ciclo e a ansiedade pelo que está por vir, a escolha da graduação e da instituição de ensino surge como uma das decisões mais significativas.
Definir qual carreira seguir é um marco na trajetória de um jovem, mas não precisa ser um momento de angústia. Com planejamento, autoconhecimento e acesso às informações corretas, o processo pode ser transformado em uma oportunidade de autodescoberta e construção de sonhos.
Segundo educadores de escolas bilíngues, algumas dicas podem ser valiosas nesse momento.
– 1) Olhar para dentro: refletir sobre si mesmo e quais disciplinas o estudante mais gosta na escola é um bom exercício para começar a escolha. Pensar no que gosta de fazer nas horas livres e nos momentos em que se sentiu realizado são pistas importantes que dizem muito sobre a essência do indivíduo.
– 2) Explorar possibilidades: é recomendável não decidir antes de conhecer as opções, pesquisando os cursos de interesse, assistindo palestras e participando de feiras de profissões. Uma conversa com alguém que já está na área (primo, amigo ou professor que parece adorar o que faz) também pode abrir a mente do estudante para oportunidades que não havia imaginado antes.
– 3) Projetar o futuro: realizar o exercício de fechar os olhos e se imaginar daqui a 10 anos, balancear estabilidade financeira ou trabalhar por amor, são perguntas que ajudam a alinhar escolhas e sonhos.
– 4) Aproveite o agora: muitas vezes, escolher um curso parece uma decisão definitiva, mas não precisa ser! O momento pode ser encarado como o início de uma jornada de aprendizado e crescimento – o estudante pode mudar de ideia no caminho. O importante é começar de algum lugar e estar aberto às possibilidades.
– 5) Pesquisar sobre as faculdades: a escolha da instituição faz toda a diferença. Visitar o campus, conhecer os professores, estrutura, grade curricular e atividades extracurriculares, como intercâmbios, estágios e projetos, pode transformar a experiência acadêmica.
– 6) Usar testes vocacionais: testes vocacionais podem ajudar o estudante a enxergar novas possibilidades, servindo como um mapa para explorar caminhos. Combinar os resultados dos testes com conversas com professores e orientadores na escola ou até mesmo com psicólogos especializados em carreira também ajuda bastante.
– 7) Sonhar com os pés no chão:que tipo de contribuição você quer fazer ao mundo? Ajudar pessoas, criar coisas novas, resolver problemas? Conectar a graduação com um propósito maior pode tornar a escolha ainda mais significativa, aliando propósito e projeto de vida.
ESCOLAS TÊM PAPEL DE APOIO IMPORTANTE – O apoio das escolas é fundamental para ajudar os alunos no momento de escolher a graduação. Instituições de ensino que oferecem orientação vocacional, promovem feiras de profissões e organizam palestras com profissionais de diversas áreas desempenham um papel crucial nesse processo.
Essas iniciativas ajudam os estudantes a se conhecerem melhor, entenderem o mercado de trabalho e visualizarem as possibilidades de carreira de forma mais clara.
Além disso, professores, orientadores e conselheiros de carreiras podem atuar como guias nessa etapa, fornecendo informações valiosas e criando um espaço seguro para que os jovens expressem suas dúvidas e explorem suas escolhas sem medo.
Quando a escola assume esse papel, ela não apenas auxilia na decisão do curso, mas também fortalece a confiança e autonomia do aluno para traçar seu próprio caminho.
Escola especializada introduz os alunos no mundo das profissões desde a infância. O colégio promove atividades de simulações das profissões quando os alunos ainda são pequenos, tendo como “palestrantes” os próprios pais que atuam profissionalmente como médicos, advogados, entre outros ofícios.
É uma forma de estimular o interesse pelas profissões desde cedo. Nos anos finais do Ensino Fundamental e no Médio, o trabalho pedagógico ganha o reforço de palestras de profissionais do mercado.
“Nosso papel é estimular o autoconhecimento e oferecer informações claras sobre as áreas profissionais, ajudando os alunos a se sentirem mais preparados para decidir sobre a carreira. Plantões de dúvidas, orientação educacional e acompanhamento pedagógico garantem o suporte necessário para uma escolha assertiva e consciente”, conta Ana Cláudia Gomes.
BELO EXEMPLO – Esse suporte fez diferença para que Julia Rito, ex-aluna, fosse aprovada nos vestibulares brasileiros da ESPM e FGV, e nos processos de admissão das instituições internacionais da Erasmus University Rotterdam (Países Baixos), ESCP Business School (França), EU Business School (Suíça), IE University (Espanha), John Cabot University (Itália), Luiss Business School (Italy), Saint Louis University (EUA), Temple Universiy (EUA), The American University of Rome (Itália) e Bocconi University (Itália) – esta última escolhida pela estudante para cursar International Economics and Management por três anos, a partir de agosto.
No início do Ensino Médio, a jovem de 18 anos ainda não tinha clareza sobre qual carreira seguir, mas encontrou na escola o ambiente ideal para amadurecer essa escolha. “Fiquei em dúvida entre Direito, Relações Internacionais, Administração e Economia, e isso me deixava bastante ansiosa. Fiz um teste vocacional com uma psicóloga, o que ajudou muito, mas o que fez mesmo a diferença foi poder conversar com os professores da escola. Eles sempre foram muito abertos, tivemos muitas sobre suas experiências profissionais e opiniões sobre os cursos, e isso me ajudou bastante a encontrar meu caminho”, relembra.
O contato próximo com professores, as palestras sobre universidades e o trabalho do setor de orientação de carreiras ajudaram Julia a encontrar o caminho que unia seus interesses por economia e gestão, além de permitir que ela enxergasse a possibilidade real de estudar fora do país.
A escola também apoiou nesse momento: intermediar as expectativas da jovem e da família, especialmente pelo medo que o “morar fora” traz.
“Apesar de ter sido uma fase muito estressante, consegui lidar melhor com a pressão graças à terapia, ao suporte da escola e ao diálogo com meus pais. Sempre fui uma pessoa que se cobra muito, mas aprender a entender meus sentimentos fez toda a diferença. Hoje, me sinto feliz com as escolhas que fiz e muito grata por ter tido uma rede de apoio tão presente nesse momento tão importante da minha vida”, afirma.
DIFERENCIAL – A escola bilingue repara os alunos para vestibulares nacionais e para certificações internacionais. Para isso, tem como foco o desenvolvimento integral dos estudantes, oferecendo suporte personalizado para que cada jovem se sinta confiante em suas escolhas de graduação e carreira.
Ao equilibrar a excelência acadêmica com o suporte emocional e informativo, a decisão é tomada com segurança e alinhada aos sonhos e objetivos de cada futuro profissional.
“Realizamos reuniões regulares com alunos e famílias, criando um ambiente de diálogo aberto, onde expectativas, dúvidas e possíveis caminhos são discutidos com clareza. Esse acompanhamento próximo é aliado a um sólido programa socioemocional, que trabalha questões como ansiedade, autoconfiança e resiliência, preparando os jovens para enfrentar os desafios desse momento com tranquilidade”, afirma o orientador de carreiras Samuel Ferreira Gama Junior.
IMPORTANTE – Na escola, a preparação dos alunos deve ir além da entrada na graduação, buscando capacitar os jovens para empreender e liderar seus próprios projetos de vida. Do 9º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio, os estudantes devem desenvolver planos de negócios, aprender sobre gestão e colocar ideias em prática.
Com isso, fortalecem competências como autoconfiança, autorrealização e autonomia, qualidades essenciais para empreender com sucesso.
“Nosso objetivo é preparar os alunos não apenas para ingressar em universidades nacionais e internacionais, mas também para que se tornem protagonistas de suas trajetórias. Empreender é uma atitude que exige criatividade, determinação e a capacidade de transformar ideias em ações, e acreditamos que essas habilidades são fundamentais para o futuro de nossos estudantes”, afirma o diretor, Carlos Maffia.
COMO SER APROVADO EM UNIVERSIDADES NO EXTERIOR? Nem todo mundo sabe, mas ingressar em universidades no exterior é um processo bem diferente do vestibular brasileiro. Em vez de focar em uma única prova, como acontece nos vestibulares do Brasil, muitas instituições internacionais adotam um modelo holístico nos processos de admissão, que avalia o desempenho acadêmico do aluno no Ensino Médio, fluência no idioma, participação em atividades extracurriculares e a trajetória pessoal dos candidatos.
A seleção varia entre países e universidades, mas costuma incluir várias etapas que analisam o estudante como um todo.
CONFIRA AS PRINCIPAIS ETAPAS DOS PROCESSOS DE ADMISSÃO EM UNIVERSIDADES NO EXTERIOR:
APPLICATION FORMS (FORMULÁRIOS): reúnem dados cadastrais, histórico escolar, posição no ranking da turma (se disponível) e atividades extracurriculares realizadas durante o Ensino Médio;
HISTÓRICO ESCOLAR: as notas dos últimos anos do Ensino Médio são analisadas para avaliar o desempenho acadêmico e o potencial do estudante. Melhoras ao longo do tempo também são valorizadas;
TESTES PADRONIZADOS: nos Estados Unidos, exames como SAT ou ACT (espécie de testes similares ao Enem brasileiro) avaliam competências acadêmicas. Algumas universidades permitem que os candidatos optem por não enviar essas notas (chamadas de test-optional).
No Canadá, o ENEM nacional é aceito por algumas instituições;
TESTES DE PROFICIÊNCIA EM INGLÊS: o TOEFL ou IELTS são necessários para comprovar fluência na língua inglesa, com notas mínimas variando conforme a universidade;
CARTAS DE RECOMENDAÇÃO: escritas por professores ou coordenadores, destacam as qualidades acadêmicas e pessoais do candidato, ajudando a universidade a entender o perfil do estudante;
ATIVIDADES EXTRACURRICULARES: experiências em esportes, artes, voluntariado ou projetos mostram engajamento, habilidades de liderança e proatividade, fatores altamente valorizados;
REDAÇÕES (ESSAYS): textos pessoais são fundamentais para contar a história do candidato, destacar conquistas e explicar por que ele é uma boa escolha para a universidade;
ENTREVISTAS: algumas universidades realizam entrevistas para aprofundar a avaliação do candidato e verificar a compatibilidade entre o seu perfil e a instituição;
PORTFÓLIOS (PARA ÁREAS ARTÍSTICAS): cursos como design, música e cinema podem exigir a apresentação de trabalhos que demonstrem talento e técnica.
PREPARAÇÃO, APOIO E ESTUDOS SÃO FUNDAMENTAIS – Mas apesar de concorridos e por vezes difíceis, com uma preparação adequada para os processos de admissão, estudar no exterior pode ser uma experiência transformadora.
Para ajudar os alunos a alcançarem o objetivo de conquistar um diploma superior no exterior, escolas bilíngues realizam um forte trabalho de preparação. Essas iniciativas transformam não apenas a chance de ingresso em universidades internacionais, mas também preparam os alunos para desafios globais, promovendo competências socioemocionais e visão multicu
Iniciativas inovadoras têm ajudado os alunos a se destacarem. No Ensino Médio, por exemplo, os estudantes participam de simulações da ONU, fóruns e debates, onde desenvolvem habilidades de argumentação, pensamento crítico e respeito à diversidade.
Os alunos também são preparados para os exames internacionais. A escola pode oferecer suporte para a obtenção dos certificados de Cambridge e para os exames mais requisitados em processos seletivos internacionais, como TOEFL e SAT.





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