segunda, 9 de março de 2026

Crise na saúde municipal de Ourinhos: médicos sem remuneração continuam sem uma resposta concreta da gestão

Publicado em 27 dez 2025 - 09:29:50

           

Os repasses devidos pela Prefeitura estão atrasados desde o mês de outubro

 

Marcília Estefani

 

A situação dos médicos que atuam na rede municipal de saúde de Ourinhos continua cada dia mais complicada, devido aos atrasos nos pagamentos pelos serviços prestados, o que tem gerado insatisfação e levado os profissionais a se manifestarem confirmando os fatos até mesmo pelas redes sociais.

“Vergonha esse desgoverno que não tem humildade nem de vir a público dar uma justificativa ou mesmo uma previsão, continua fazendo propaganda como se estivesse tudo mil maravilhas”, disse um profissional nas redes sociais

Os repasses devidos pela Prefeitura estão atrasados desde o mês de outubro, quando foram pagos apenas 50% do valor referente ao mês. Além do restante do vencimento, ainda estão pendentes o restante de outubro, o valor total de novembro e dezembro, causando uma verdadeira crise financeira.

A crise vai além do desconforto individual, gerando um clima de desgaste entre os profissionais e a gestão municipal. Segundo representantes da Associação Beneficente de Desenvolvimento Social e Cultural – ABEDESC, responsável pela gestão da saúde municipal e pela contratação dos médicos, a organização aguarda os repasses dos valores prometidos pela administração local para regularizar a situação.

O EnDia Negocião tentou contato com o Secretário de Saúde, Diego Singolani, porém não houve retorno.

Informações levantadas apontam que a questão está sendo tratada pela Secretaria de Finanças e a mesma aguarda repasses que possibilitem efetuar os pagamentos.

A princípio foi passado aos profissionais uma previsão inicial de pagamento para o dia 19/12, promessa remarcada para 23/12, que também não foi cumprida.

Mais uma possibilidade foi levantada, de que os valores referentes ao mês de novembro sejam quitados no início de 2026, e o pagamento de dezembro estaria previsto para 20 de janeiro, porém, a situação tem provocado desgaste e descredibilidade por parte dos profissionais junto aos órgãos públicos, colocando o município diante de uma das crises mais sérias do setor de saúde nos últimos anos, com impactos diretos tanto para os trabalhadores quanto para os usuários do sistema público.

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