sábado, 30 de maio de 2026
Publicado em 04 abr 2026 - 15:45:37
O caso aconteceu em 2022 e na época a própria autora ligou para o 190 noticiando o ocorrido
Da redação
Uma mulher de 53 anos foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Ourinhos na tarde da quinta-feira, 26/3. Claudia Regina Lopes respondia pela morte do ex-marido, Fabiano Diniz Bento, ocorrida em agosto de 2022.
RELEMBRE O CASO – Segundo a denúncia, vítima, Fabiano Diniz Bento, 46 anos, foi ferido com golpes de faca, no dia 21 de agosto de 2022, após uma discussão na casa de Claudia, no Jardim Imperial. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Foi apurado que a própria Claudia efetuou ligação ao 190 noticiando que havia golpeado seu ex-marido com golpes de faca.
No local dos fatos os policiais foram informados de que havia uma confraternização no imóvel do fundo, onde reside a autora, Claudia Regina Lopes. Durante a confraternização os dois se desentenderam por motivos não apurados, momento em que a mulher desferiu as facadas. Logo após ela entrou em um veículo e fugiu, alegando que iria se apresentar na delegacia.
A vítima, Fabiano Diniz Bento, foi encontrada pela polícia ainda no local do crime, sentado em via pública portando um violão e consciente. Contou os fatos ocorridos aos policiais e foi socorrido pelo SAMU até a Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos. O homem sofreu duas lesões do tórax, uma no abdômen, uma no ombro e uma na face.
Porém, por volta das 21h20 do mesmo dia, foi comunicado pelo hospital o falecimento da vítima em decorrência de uma forte hemorragia gerada por lesões que acabaram por perfurar pulmão e fígado. Fabiano teve morte anunciada ainda em sala de cirurgia.

A DEFESA – De acordo com a página de notícias Você Viu Região, durante o julgamento, a defesa sustentou a tese de legítima defesa, afirmando que Claudia era vítima de violência doméstica recorrente praticada pelo ex-companheiro, inclusive após o término da relação. Testemunhas relataram aos jurados que agressões anteriores já haviam sido registradas.
A DECISÃO – Depois de ouvir acusação e defesa, os jurados concluíram que a ré agiu para se defender, votando pela absolvição. Com isso, Claudia Regina Lopes deixou o plenário sem condenação.
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