terça, 23 de junho de 2026
Publicado em 23 jun 2026 - 16:10:12
Da redação
Imagine que todos os dias pessoas perdem a vida no trânsito. Agora responda: qual seria um número aceitável?
A resposta parece simples. E talvez seja justamente por isso que ela provoque tanto desconforto: nenhuma morte é aceitável.
É a partir dessa reflexão que o Governo do Estado de São Paulo, por meio do Detran-SP, apresenta o Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), uma iniciativa que estabelece um compromisso de longo prazo para tornar as ruas e estradas paulistas mais seguras e colocar a preservação da vida no centro das políticas públicas de mobilidade.
O plano está alinhado às diretrizes internacionais propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e fundamentado no conceito de Sistema Seguro, que parte do princípio de que todos os elementos do trânsito possuem responsabilidades compartilhadas na prevenção de acidentes e na redução de suas consequências.
Mais do que um conjunto de ações pontuais, o PSV-SP representa um planejamento estruturado e integrado, construído com a participação de diferentes órgãos estaduais, especialistas e contribuições da sociedade por meio de consultas públicas, buscando garantir pluralidade e legitimidade às medidas propostas.

O plano prevê uma série de iniciativas capazes de transformar a relação da população com o trânsito. Entre seus principais eixos estão o fortalecimento da governança em segurança viária, a promoção de uma infraestrutura mais segura, a ampliação das ações de educação para o trânsito, o aprimoramento da fiscalização por meio do uso de tecnologia e inteligência de dados, além do fortalecimento do atendimento às vítimas de acidentes.
Um dos pilares do PSV-SP é reconhecer que a segurança no trânsito não depende apenas do comportamento individual dos cidadãos, nem exclusivamente da atuação do poder público. A construção de um ambiente viário mais seguro exige corresponsabilidade.
Isso significa que o Estado deve continuar investindo em políticas públicas eficientes, planejamento, fiscalização, sinalização adequada e infraestrutura capaz de reduzir riscos e minimizar erros humanos. Ao mesmo tempo, cabe a cada pessoa assumir atitudes cotidianas que ajudam a preservar vidas: respeitar os limites de velocidade, evitar o uso do celular ao volante, não dirigir após consumir álcool, utilizar equipamentos de segurança e exercer a empatia no compartilhamento dos espaços urbanos.
A implementação do plano está organizada em etapas. A primeira fase, até 2027, será dedicada à consolidação da governança, ao desenvolvimento de projetos-piloto e à implementação das ações prioritárias. Em seguida, entre 2028 e 2030, o objetivo é ampliar as iniciativas em larga escala, intensificando esforços para reduzir significativamente as mortes no trânsito. Já a etapa de longo prazo, até 2035, busca consolidar São Paulo como referência nacional e internacional em segurança viária.
O desafio é grande. Mudar uma cultura construída ao longo de décadas exige persistência, investimentos e o envolvimento de toda a sociedade. Mas o ponto de partida é simples: reconhecer que nenhuma vida perdida no trânsito deve ser tratada como inevitável.
O Plano de Segurança Viária nasce justamente para transformar essa convicção em política pública. Porque, quando o assunto é segurança no trânsito, existe apenas uma meta aceitável: zero mortes.
E para alcançá-la, o Governo do Estado está fazendo a sua parte. Agora, é preciso que todos nós façamos a nossa também.
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