segunda, 17 de junho de 2024

Assassino confesso de Elizandra de Oliveira Turcato senta no banco dos réus

Alexandre Q. Mansinho

Às 14h30m, no Fórum de Ourinhos, deu-se início o julgamento de Rafael Néris de Melo – assassino confesso da própria esposa. A movimentação em frente ao prédio do Fórum já podia ser registrada desde as 10h da manhã. Estudantes de direito, curiosos e familiares da vítima e do réu chegaram cedo a fim de pegar as poucas senhas que foram distribuídas para quem fosse assistir ao julgamento. Perto das 13h, horário que à princípio havia sido marcado o julgamento, a família de Elizandra estendeu uma faixa na estrada do Fórum com pedidos de justiça. Em um breve momento houve acusações e um princípio de bate-boca entre os parentes que aguardavam a liberação da entrada. Da parte de Elizandra, os familiares acusavam Rafael de ser um assassino frio e violento, da parte de Rafael, os parentes diziam que Elizandra não era uma boa esposa e que Deus iria promover a justiça verdadeira. Doutora Raquel G. Pereira Bernardi, juíza que preside a sessão, manifestou-se para a imprensa, antes do início dos trabalhos, revelando que haveria de ser um julgamento tenso: “hoje temos aqui família e amigos de ambos os lados, a minha luta é manter a ordem, sempre no clima de respeito e garantia dos direitos, para que, ao final, o resultado seja o mais justo”.  “Foi um crime de grande repercussão, é normal que haja emoções fortes de todos os lados, é normal também que haja os que queiram vir apenas para assistir – nossa obrigação é promover a justiça e observar o cumprimento da lei”, completa Dra. Raquel. Até o final desta edição ainda não havia sido proclamada a sentença. 

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