sexta, 01 de março de 2024

Assim como a maioria dos brasileiros, ourinhenses não aprovam o horário de verão!

Eduarda Schuh

Há anos as estatísticas mostram que o final da tarde é indicado como o horário de maior consumo de energia, pois é o momento em que as pessoas chegam em suas casas e ligam seus chuveiros, TVs, etc. A implantação do horário de verão geraria luzes apagadas e o aproveitamento da luz natural por, pelo menos, uma hora deste momento de grande uso de energia, ajudando assim na prevenção de uma sobrecarga do sistema de distribuição de energia.

Quando se cogitou acabar com o horário de verão neste ano, o Governo declarou que estudos feitos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), indicaram que a mudança no relógio não é mais tão eficaz economicamente como em anos anteriores. Baseando-se no fato de que a maneira de consumir energia hoje é muito diferente e não depende mais do horário.

Depois de passar por avaliações, concluíram que em escala nacional a economia ainda é muito grande. No período de outubro de 2016 e fevereiro de 2017, o Governo Federal declarou que foram calculados 159,5 milhões de reais economizados. 

Segundo a enquete feita na página do Facebook do Jornal Negocião, grande parte da população ourinhense não aprova o horário de verão. 68% dos participantes se disseram contra esta medida e apenas 32% a favor.

As justificativas para a desaprovação do horário de verão são diversas. O calor e o sol se mantém por mais uma hora do dia, tornando a rotina ainda mais cansativa. Além disso, a população reclama de uma hora “perdida” no dia da mudança de horário e tempo que se leva para a readaptação da rotina.

À favor da população, estudos comprovam que o corpo humano necessita de pelos menos duas semanas para se adaptar totalmente ao horário de verão. E durante o processo de adequação, a população sofre com problemas como falta de atenção, de memória, sono fragmentado e atrasado.

Para quem não gosta do horário de verão, ainda há uma esperança. Por conta da aclamação popular, mesmo que haja a vantagem econômica, a decisão de manter o horário de verão foi confirmada somente em 2017, assim, pode ser que em 2018 o horário de verão seja mesmo extinto no Brasil.

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