quinta, 18 de julho de 2024

Promotores alertam sobre possível falta de sedativos para intubação de pacientes: ouça os áudios

Publicado em 16 mar 2021 - 18:32:57

           

Dr Adelino Lorenzetti esclarece os fatos, mas adverte: “a situação vem se agravando e isto é preocupante”

 

 

Marcília Estefani

 

 

Áudios de promotores de justiça de Ourinhos, sobre uma possível falta de sedativos usados para entubar pacientes com Covid, vem assustando a população da cidade, a medida que se espalha entre grupos de whatsapp.

Em um dos áudios, Dr Aguilar de Lara Cordeiro, promotor da Infância e Juventude de Ourinhos, que está em Corumbá (MS), se dirige à família, fala sobre a situação geral da saúde na cidade e sobre o agravamento de casos, e levanta a questão da possível falta de sedativos, o que chama de “situação terrivelmente grave”, e adverte para que todos se cuidem, tomem muito cuidado.

 

 

 

Dr Adelino Lorenzetti Neto, promotor de justiça da Saúde Pública de Ourinhos, em uma conversa com Sr Enizal Vieira, fala sobre a conversa com Dr Aguilar a respeito da situação de Ourinhos, esclarecendo os fatos, mas adverte que a situação é realmente preocupante, porém ao que se refere ao sedativo, a questão está encaminhada.

 

 

“Recebi na sexta-feira, no final da tarde, uma informação que poderíamos mais à frente ter a falta de sedativos usados no procedimento de intubação, por conta do covid, havia uma ansiedade muito grande, no sentido de as empresas produtoras estarem sobrecarregadas diante da demanda, sem insumos para o fornecimento, mas as informações que recebi hoje na parte da manhã são positivas, de que o estado está tomando providências para que não falte o medicamento (…) não que esteja faltando, poderia eventualmente faltar, mas já tomamos providência para que isto não ocorra, vamos continuar acompanhando isto.”

 

 

Durante a conversa, Dr Adelino fala da situação que vem se agravando porque pessoas não estão cumprindo os protocolos, e ressalta que isto é uma questão de comportamento.

“Tem gente que ainda acha que esta doença é uma doencinha, e a situação vem se agravando, aglomeração, não cumprimento de protocolos, festas clandestinas, reúne-se em uma determinada casa, as pessoas vão, levam um amigo do amigo do amigo, um deles está contaminado e contamina todos, e acabam passando para os familiares. Vem me chamando atenção que agora o agravamento da doença está maior em pessoas de idade de 0 a 40 anos, os óbitos aumentaram, isto é questão de comportamento, não adianta o estado vir toda hora intervir, agora é o comprometimento do cidadão, que precisa se ajustar e ter um comportamento de responsabilidade com o próximo”, finaliza Dr Adelino.

Questionada, a Assessoria da Santa Casa informou que vai divulgar junto com a Prefeitura, uma nota sobre o assunto.

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