sexta, 24 de maio de 2024

Bombeiros retiram corpo sem vida do barco que afundou em Salto Grande

Renata Tiburcio

Após 52 horas de intenso trabalho do Corpo de Bombeiros, foi localizado no final da tarde de quinta-feira (28/5), por volta das 18h, o corpo de Adilson Alves, 48 anos, que afundou juntamente com um barco carregado com areia no Rio Pardo em Salto Grande na última quinta-feira (28/5).

Além dos bombeiros de Ourinhos, foi necessária a ajuda dos agrupamentos de Assis, Marilia e da Marinha do Brasil. Em uma difícil operação foi injetado ar na parte interna do barco que estava afunda, fazendo com que o mesmo subisse, possibilitando dessa forma a retirada do corpo da vítima.

Nas margens do Rio Pardo foi feito o trabalho da perícia, e em seguida o corpo foi levado ao Serviço de Verificação de Óbito, e hoje (29/5) o corpo será liberado para a família.

O Fato – Na tarde do dia 26, terça-feira, por volta das 15h30, no encontro dos Rios Pardo com o Paranapanema, um barco que transportava areia do Porto de Areia Bada de Salto Grande, afundou e o ajudante Adilson Francisco Alves Filho, 48 anos, não conseguiu sair da embarcação e ficou preso.

O comandante Jorge Aparecido Ferreira, 39 anos, conseguiu sair e falou com nossa reportagem, relatando que estava acompanhado de seu ajudante Adilson quando a embarcação bateu num banco de areia e virou.

 “Eu afundei muito junto com areia, mas consegui subir e sair do barco, ainda gritei para meu companheiro pular do barco, mas ele ficou preso, assim que eu subi eu avistei um barco com um casal de pescadores que me socorreram e levaram até as margens do Rio, onde ligaram para a Polícia Militar de Salto Grande que acionou o Corpo de Bombeiros de Ourinhos”, disse o comandante.

Jorge foi atendido no local pela Equipe do SAMU e em seguida levado para o Pronto Socorro, onde recebeu uma sutura no olho esquerdo e foi liberado.

A equipe do Corpo de Bombeiros manteve contato com Adilson através de toques, os Bombeiros batiam e ele respondia, não era possível comunicação verbal, até que em determinado momento Adilson parou de responder aos estímulos dos Bombeiros, mas eles ainda trabalham com a possibilidade de vítima viva.

Diante da situação os Bombeiros solicitaram o apoio da Prefeitura Municipal, moradores e comerciantes da cidade, solicitando tambores com objetivo de prendê-los na embarcação para que ela flutuasse, mas devido ao peso até as 22 horas não haviam obtido êxito, porque os tambores não eram suficientes para a manobra.

Adilson é casado com Márcia Alves e tem três filhos, trabalha no Porto de Areia há seis anos e Jorge há 20 anos e afirmou nunca ter passado por algo semelhante.

De acordo com o Major Renato Carbonara de Marília, os trabalhos foram retomados logo pela manhã de quarta-feira com bombeiros de Assis, Marília e Ourinhos e devido as iniciativas tomadas anteriormente, a embarcação havia subido 40 centímetros, mas ainda não haviam conseguido retirar o homem.

Com a ajuda de voluntários do Porto de Areia os Bombeiros conseguiram retirar parte da areia da embarcação permitindo o acesso dos mergulhadores. A Marinha do Brasil também esteve no local acompanhando os trabalhos.

As buscas foram retomadas na manhã de quinta-feira, 28, acompanhadas por familiares de Adilson. Até o fechamento de nossa edição não havia nenhuma novidade no caso.

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