quinta, 22 de fevereiro de 2024

Coluna Poucas & Boas 08 a 14/04

OLHA EU AQUI – O vereador Vadinho, presidente da Comissão de Assuntos Relevantes (CAR) que apura a falta de prestação de contas da AIOR (Associação das Indústrias de Ourinhos e Região) na realização da FAPI, ameaça fazer denúncias que podem dificultar a vida da Prefeitura. Precisa ver se o vereador vai mesmo mostrar alguma coisa ou está só fazendo bravata para aparecer.

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS – Quando era o Sindicato Rural que organizava a feira, o vereador Vadinho era só elogios, e nunca se preocupou da maneira como os recursos públicos eram utilizados. Não exigiu prestação de contas, muito pelo contrário, era o primeiro a colocar panos quentes em qualquer questionamento, posando em fotos ao lado dos organizadores. 

NOVO MODELO – Que a Fapi dá lucro ninguém duvida. Do contrário, não seriam tantos os interessados em organizar a Feira. Como é realizada em espaço público, usando prédios, funcionários e a Prefeitura pagando as contas de água, luz, pirâmides, som e outras despesas, já passou da hora da Prefeitura propor um chamamento público para legalizar e dar transparência à forma de contratar a empresa realizadora. O certo é que realize o evento a empresa que fizer a proposta de melhor preço para isso, e que fique bem claro quanto de recurso público é investido ali. O Ministério Público poderia ajudar exigindo uma forma correta de contratação e exigindo mais clareza na prestação de contas. Afinal, gasta-se muito na Fapi, enquanto faltam recursos para obras essenciais na cidade. 

HASTA LA VISTA – Os secretários de Educação, Administração e Esportes foram exonerados na semana passada, provavelmente para concorrer às próximas eleições. Ainda não foram anunciados os nomes para as pastas da Administração e Esportes, mas a indicação do contador Leandro Moraes como secretário de Educação desagradou por não possuir formação na área. Para o atual governo, essa é uma qualidade desnecessária. Não foi à toa que este governo municipal não conseguiu aprovação popular.  

BOTANDO A MÃO EM CUMBUCA – Tá na cara que se procurar direito vai achar. A cidade amarga uma situação de calamidade com relação ao recape asfáltico, e a situação é mais dramática nos bairros periféricos. A situação levou a Câmara a criar uma CAR (Comissão de Assuntos Relevantes) para investigar o assunto, que também é alvo de investigação do promotor de Justiça Adelino Lorenzetti. Os ourinhenses precisam saber por que foi utilizado um asfalto de qualidade tão ruim, e quanto foi pago pelo serviço. No início da investigação, já se sabe que uma empresa supostamente de fachada recebeu 245 mil por um serviço que nunca executou.

TÁ FORA – O ex-prefeito Toshio Misato resolveu de maneira definitiva que não será o candidato de seu grupo nas próximas eleições. Ele já dava sinais de negativa, mas, na ausência de um nome e precisando ocupar um espaço na mídia e nas conversas políticas, o grupo continuava acenando com essa possibilidade. Difícil vai ser tirar outro bom nome da cartola, a essa altura dos acontecimentos. Enquanto isso, o pré-candidato Lucas Pocay nada de braçada.

NÃO COLA – Apesar do nome do médico Caio Chiaradia ser desconhecido para a população, o grupo ligado à prefeita Belkis continua insistindo na possibilidade de seu nome como candidato a prefeito. A manchete de um jornal financiado pela Prefeitura falou esta semana na criação de uma “frente suprapartidária” para lançar o nome de Chiaradia. Na matéria encomendada, em nenhum momento é mencionado quais partidos e pessoas compõem a tal frente, a articulação feita nas sombras e talvez o fato de integrantes do PT estarem sendo cooptados possa ser um dos motivos do nome não decolar na aceitação popular. 

ONDE ME ESCONDO? – Sabendo das dificuldades que virão por conta da reprovação popular do governo, o grupo formado por simpatizantes da prefeita Belkis e do ex-prefeito Toshio buscam uma forma de não aparecer de maneira explícita no apoio ao nome de Caio Chiaradia. Anunciaram o apoio de uma “frente suprapartidária” que na verdade é formada pelo PMDB, PT e PSDB. O PDT de Aparecido Bruzarrosco entraria na história como sigla de aluguel que abrigaria a tal candidatura que de suprapartidária não tem nada.  

TREM NA LUA – O vereador Inácio J. B. Filho disse na última sessão que em época de eleição o assunto “contorno ferroviário” aparece na tentativa de criar um fato novo e produzir esperança na população. Na verdade sabe-se muito pouco a respeito desse assunto, guardado a sete chaves, e para o qual a Prefeitura já gastou muito dinheiro em projetos. Uma coisa é certa: Com a receita seriamente comprometida, o município não tem dinheiro para isso. E numa crise como a que vivemos, muito menos os governos Federal ou Estadual. Segundo o vereador, falar no contorno ferroviário é a mesma coisa que querer comprar terreno na lua. 

DESPERDÍCIO – Em época de crise e a cidade vivendo uma situação de abandono nunca visto, é bom lembrar que os vereadores não foram capazes de reduzir seus salários, diminuir os assessores ou cortar despesas do Legislativo. E a prefeita Belkis continuou a fazer o que aprendeu com o ex-prefeito Toshio: Encheu a Prefeitura de cargos comissionados, e mesmo com as dificuldades econômicas vividas pela cidade não reduziu esses cargos ou cortou despesas desnecessárias. Vivem em outro planeta, e dão uma banana pro povo. 

NOVO JUIZ DO TRABALHO – Desde a última segunda-feira (04/04), a Vara do Trabalho de Ourinhos passa a ter um novo Juiz Titular. O Dr. Levi Rosa Tomé, titular anterior desde abril/1989, foi transferido para Vara do Trabalho de Itu. Para ocupar o seu lugar foi indicado o Dr. Marcelo Siqueira de Oliveira, anteriormente juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Assis.

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