quarta, 12 de junho de 2024

Coluna Poucas & Boas 20/11

QUEM QUER PÃO? – O grupo que se intitula “Por uma Ourinhos melhor”, que reivindica a redução dos salários dos vereadores, cumpriu o que havia prometido e amplamente divulgado pelos jornais e sites financiados pela Prefeitura, e serviu churrasco com pão para quem apareceu na Câmara Municipal durante a última sessão. Apesar de tentador, o convite feito pelos empresários não entusiasmou os ourinhenses, e pouca gente compareceu ao protesto demonstrando mais uma vez que não houve uma adesão espontânea e legitimamente popular.

PROMESSA NÃO CUMPRIDA – Se o público interessado em carne assada na brasa foi pequeno, sentados na plateia da Câmara um grupo numeroso de maçons engravatados assistiu à sessão. Em uma reunião ocorrida há um mês, os vereadores se comprometeram a encaminhar projeto para redução dos próprios salários. Como constataram os maçons, isso não aconteceu.

VERGONHA ALHEIA – Fazer churrasco no gramado em frente ao prédio da Câmara em sinal de protesto pode parecer uma atitude ousada e criativa. Porém, o gesto também pode ser interpretado como desrespeito àquilo que a Câmara de vereadores representa, que é a discussão política e o exercício da democracia. Por outro lado, os vereadores não dialogarem com o grupo que pede a redução dos salários é lamentável. O povo deve ter sentido isso, tanto que não apareceu. Perdem os dois lados. Perdemos todos. 

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS? – Não deixa de ser contraditória a posição do grupo ligado à Maçonaria que tem acompanhado o movimento que pede a redução dos salários dos vereadores. Não se tem notícia do empenho desse grupo para reivindicar a diminuição do número de funcionários comissionados ou a redução do dinheiro pago pela Prefeitura para custear jornais e sites. Se o objetivo é diminuir os gastos públicos, por que será que os maçons só se preocupam com o salário dos vereadores, quando existem tantos outros “ralos” no orçamento público?

TREINAMENTO – O governo Belkis, apesar de ainda não ter um nome confirmado para disputar as eleições municipais, já está preparando a tropa para a batalha. O número excessivo de cargos em comissão não foi diminuído, apesar da recomendação do Ministério Público. Quem vai querer largar a facilidade de ter um exército à disposição pago com dinheiro público para trabalhar na campanha eleitoral? Difícil vai ser motivar essas pessoas, cansadas das críticas populares ao atual governo. 

REMENDOS – Como as prefeituras da região não viram a cor do dinheiro das emendas apresentadas e amplamente divulgadas pelo Deputado Federal Capitão Augusto, no próximo ano, em época de eleição, vai chegar a hora difícil da cobrança popular. 

ME ENGANA QUE EU GOSTO – Não deu para acreditar na notícia veiculada pelo Capitão Augusto, de que carros com placas de Ourinhos, Jacarezinho e Cambará poderiam ficar isentos do pedágio na divisa do Estado. A proposta foi facilmente desqualificada por ser inconstitucional. No entanto, o deputado federal fez grande alarde da iniciativa, tentando mostrar que iria resolver o assunto, numa tentativa de enganar os incautos. 

INFERNO ASTRAL – A notícia divulgada pelo Jornal Debate de que o deputado federal Capitão Augusto é um dos campeões de gastos na Câmara Federal pegou mal. Nosso representante na Câmara Municipal gastou o dobro do deputado Paulo Maluf. 

NEPOTISMO – A denúncia do jornal Debate contra o capitão Augusto revela que o deputado, para escamotear a prática do nepotismo, acertou para que sua esposa fosse contratada como funcionária do deputado Estadual Coronel Camilo, em São Paulo. Aprendeu rápido o deputado ourinhense, após o fato ter repercutido negativamente a nomeada foi exonerada e seu nome não consta mais como funcionária do coronel.

DESPERDÍCIO – Em uma época de grave crise econômica, onde os brasileiros sofrem com a falta de recursos para necessidades básicas, as despesas do Deputado Federal Capitão Augusto chamam a atenção, com pagamentos supostamente superfaturados em aluguel, serviços advocatícios e despesas com propaganda pessoal. Lamentável. 

PERIGO – A rodovia Raposo Tavares continua uma ameaça para motoristas e pedestres. Além dos buracos e falta de manutenção, em alguns lugares a água da chuva se acumula formando poças perigosas, que desestabilizam o veículo, provocando acidentes. Chamem o Chapolim Colorado!

CALÓ FICA COMO ESTÁ – O movimento de alunos que ocuparam escolas em São Paulo contra a proposta do governo do Estado em fechar 94 escolas teve repercussão em Ourinhos. Os estudantes protestaram e a Secretaria de Educação resolveu manter os alunos do ensino fundamental estudando na escola até o final do ciclo.

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