sábado, 15 de junho de 2024

Coluna Poucas & Boas

CANALHA, SAFADO SEM VERGONHA I – O Vereador Inácio J. B. Filho novamente usou a tribuna da Câmara para falar sobre o desperdício de dinheiro público com publicidade oficial nos jornais, rádios, sites e TVs da cidade. De 2008 até 2014 já foram gastos mais de R$ 8 milhões, valores absurdos se comparados com várias outras cidades. Sugere que a prefeitura reduza esses gastos drasticamente e aplique o dinheiro em outros setores que beneficiem a população. Para tanto propôs emenda modificativa a LDO para 2016, reduzindo o gasto pretendido pelo executivo em R$ 1,5 milhão. 

CANALHA, SAFADO SEM VERGONHA II – A votação da LDO acontecerá na próxima segunda-feira (13) e Inácio chama a atenção dos demais parlamentares dizendo que a Casa não pode ser conivente com desperdício já amplamente demonstrado para seus pares. Conforme o vereador, a questão envolve outras graves irregularidades que também já estão sendo investigadas pelo Ministério Público. Ele voltou a classificar alguns órgãos de “imprensa” da cidade como “achacadores, safados, sem vergonhas que querem viver as custas do dinheiro público”.

CANALHA, SAFADO SEM VERGONHA III – Um tanto irritado com o pronunciamento o vereador Edvaldo Lúcio Abel criticou o vereador Inácio afirmando que ele está desqualificando e denegrindo a imagem do Legislativo ao usar termos como “safados, sem vergonha e vagabundos”. Diz não ser necessário usar esse vocabulário para se referir a pessoas da imprensa e se a questão for pessoal, que se resolva fora da casa. Inácio retomou a palavra dizendo que o dinheiro jogado no lixo é público, repetiu os termos dizendo ainda que, nesse caso as palavras soam até como elogio a quem ele se refere.

VERBORRAGIA – Está ficando difícil acompanhar o discurso do vereador Salim Mattar na Câmara. Os pronunciamentos são longos e pouco objetivos, e nem sempre é possível entender onde o vereador pretende chegar. 

BABA OVO – A doação de terreno para que a OAB construa sua sede foi motivo para que os vereadores tecessem elogios ao colega Alexandre Zoio, principal articulador desse pleito junto à administração municipal. Os nobres edis passam do ponto quando o assunto são os elogios uns aos outros, numa “rasgação de seda” que ocupa tempo que poderia ser dispendido em outros assuntos de interesse público. 

PIMC DE VOLTA – A Prefeita Belkis reuniu a imprensa para anunciar que vai realizar projeto de ciclovia, uma promessa de campanha. A prefeita falou também a respeito das ruas que deverão ser asfaltadas utilizando recursos do governo estadual, e para isso ressuscitou a sigla PIMC (Plano Integrado de Melhorias Contínuas), lançado com alarde no início do governo e “esquecida” devido às críticas feitas pela população. 

DE NOVO NA GLOBO – Falando em asfalto, a sigla PIMC e o termo “rejuvenescimento asfáltico” são termos muito utilizados pelo atual governo, para disfarçar um dos maiores problemas da cidade que é a pavimentação das ruas. Durante a semana, a TV Tem apresentou uma matéria mostrando a buraqueira espalhada pelos bairros, e moradores fazendo o trabalho de tampar as crateras em frente às suas casas. 

FAROFA – As chuvas que caíram na cidade durante toda a semana fizeram surgir novamente crateras pelas ruas. Além de novos buracos, os que já haviam sido tampados voltaram a aparecer. A qualidade do asfalto utilizado pela Prefeitura tem sido motivo de críticas dos vereadores com instalação de uma Comissão de Assuntos Relevantes (CAR) para averiguar essa e outras suspeitas. As crateras permanentes viraram piada na cidade e nas redes sociais.

PINGA NI MIM – Além da pintura só na fachada do prédio do Teatro, o espaço de espetáculos de Ourinhos sofre com problemas mais sérios, como rachaduras e goteiras intermitentes. Se for ao Teatro, leve o guarda-chuva, as goteiras não fazem parte do espetáculo.

NA MOITA – A prefeita Belkis se finge de morta quando o assunto é a prestação de contas da Fapi. É a prefeitura quem faz a manutenção do Recinto, paga a conta de água e luz e encaminha funcionários para trabalhar no evento. Mas quando a conversa é saber quem é que recebe o lucro, fica todo mundo na moita.

SELO SUJO – A conquista do Selo Verde oferecido pelo governo do Estado às cidades que possuem boas iniciativas para preservar o meio ambiente é colocada em dúvida pelos ourinhenses. Recursos naturais como o Lago da Fapi e da Unimed estão assoreados e servindo de depósito de entulho. O aterro sanitário está no limite, não existe um projeto eficiente de plantio de árvores ou criação de parques públicos. Até um Centro de Educação Ambiental foi criado só no papel, para viabilizar o Selo Verde, que em Ourinhos não tem nenhuma moral.  

EUFORIA – A equipe da Prefeita Belkis está animada com a possibilidade da vinda de recursos estaduais e federais para o próximo ano. Depois de receber críticas pesadas pela inoperância do governo, o grupo político da prefeita tem esperanças de ficar bem na fita em ano de eleição.

 

 

 

 

 

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