quinta, 18 de abril de 2024

Competição começa no domingo, 20, e o Brasil estreia no dia 24 de novembro

Apesar do clima pesado politicamente ourinhenses tem boas expectativas para a Copa

 

José Luiz Martins

 

A Copa do Mundo 2022 começa neste domingo, 20 de novembro, com a estreia do Grupo A, em partida entre o anfitrião Qatar e o Equador. É a primeira vez que o torneio é realizado no Oriente Médio e também a primeira Copa do Mundo que será disputada no mês de novembro e em um período menor de 29 dias.

Normalmente, a competição acontece no verão, mas por causa do calor extremo nessa época do ano naquela região do planeta, ela foi transferida para o período de inverno do hemisfério norte, de novembro a dezembro, embora as temperaturas no Qatar ainda cheguem a cerca de 25°C.

A cerimônia de abertura está prevista para começar às 12h00 (horário de Brasília) e a partida inaugural entre Qatar e Equador acontece às 13h00. O campeonato começa com a fase de grupos de 20 de novembro a 2 de dezembro, na qual disputam 32 seleções divididas em oito grupos de quatro.

Nas oitavas-de-final, a 2ª fase do torneio, serão 16 seleções, as duas melhores equipes de cada um dos oito grupos da fase inicial disputarão as partidas nesta fase. Na sequência serão as eliminatórias, quartas-de-final, semifinal e final, com um único jogo onde o vencedor avança e o perdedor é eliminado.

Em cada partida eliminatória, caso haja empate no tempo normal, haverá prorrogação com dois tempos de 15 minutos. Se o empate permanecer, o jogo será decidido nos pênaltis. No Brasil os direitos de transmissão dos jogos pela televisão aberta são da Globo, com exclusividade também nos canais por assinatura SporTV.

BRASIL ESTREIA DIA 24 QUINTA-FEIRA – Integrante do Grupo G, o Brasil começa sua campanha rumo ao sexto título mundial em 24 de novembro, quinta-feira, contra a Sérvia. Na sequência a disputa é com a Suíça, dia 28/11, segunda-feira às 13h00, e Camarões em 02/12 sexta-feira, na terceira rodada, às 16h00. Passando ao mata-mata, todos os duelos acontecerão a partir do meio-dia.

 

A PROVÁVEL ESCALAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA A ESTREIA É A SEGUINTE: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Viny Jr e Richarlison.

 

Grupos da primeira fase da Copa do Mundo 2022

Grupo A:  Qatar, Equador, Senegal, Holanda

Grupo B:  Inglaterra, Irã, EUA, País de Gales

Grupo C:  Argentina, Arábia Saudita, México, Polônia

Grupo D:  França, Austrália, Dinamarca, Tunísia

Grupo E:  Espanha, Costa Rica, Alemanha, Japão

Grupo F:  Bélgica, Canadá, Marrocos, Croácia

Grupo G: Brasil, Sérvia, Suíça, Camarões

Grupo H: Portugal, Gana, Uruguai, Coreia do Sul

 

Datas e outras fases do mundial

Oitavas de final: 3 a 6 de dezembro

Quartas de final: 9 a 10 de dezembro

Semifinais: 13 a 14 de dezembro

Partida do terceiro lugar: 17 de dezembro

Final: 18 de dezembro

 

 

OS BRASILEIROS E A COPA – Que a seleção brasileira de futebol é uma das melhores do mundo já está definitivamente demonstrado. Para este mundial há quem diga que é a mais forte desde o grande time vencedor da Copa do Mundo de 2002, ano em que os brasileiros saíram às ruas para festejar em todo o país a glória da seleção nacional com a conquista do 5º título nas Copas.

Vinte anos se passaram e o Brasil está mais dividido do que nunca com uma desigualdade econômica generalizada em meio a uma eleição presidencial das mais polarizadas, conturbada e venenosa que o país já passou, causando um enorme distanciamento entre as pessoas, onde até o futebol foi politizado no processo eleitoral.

Embora o descontentamento com o resultado da eleição ainda exacerbe os ânimos de parte da população, espera-se que uma exitosa participação da seleção seja a oportunidade para que as animosidades em torno das cores verde e amarelo sejam deixadas de lado e o Brasil se una novamente na paixão pelo futebol.

É utopia acreditar que vencer a Copa do Mundo uniria o país permanentemente, pois não resolveria todas as nossas complexas questões socioeconômicas e políticas.

OS OURINHENSES E A COPA – Veja o que disseram alguns ourinhenses que conversaram com a reportagem do Negocião pelas ruas do centro da cidade, acerca desse momento em que se espera que, ao menos o futebol seja o ponta pé inicial para o país se satisfazer em um momento de loucura espirituosa, orgulho nacional e alegria.

Paramentado com uma camisa da seleção do México, Alexander Ribeiro, que trabalha como pintor, se diz um quase fanático por futebol. Ele se gaba dizendo que a camisa que estava usando vestiu pela primeira vez quando jogou no campeonato da Copa do Mundo do clube Diacuí. O rapaz afirma que não está vendo muito interesse do povo na copa do mundo este ano, “até minha namorada que sempre estava com a camisa da seleção não está dando muita bola pra copa e pra seleção”.

Para Alexander as copas foram boas até 2010, “depois de 2010 pra mim acabou, perdemos a copa por detalhes, em 2014 aqui no Brasil foi um vexame. Agora esse ano aí eu não sei não, parece que o time está mais ou menos melhor do que os outros anos. Tem vários jogadores bons, Thiago Silva, Viny Jr, Marquinhos, o Neymar (…) pelo que eu estou acompanhando acho que esse ano vai chegar às finais Brasil, Alemanha e Argentina”, arriscou o torcedor do São Paulo.

Alexander Ribeiro – pintor – CDHU

A consultora de vendas Josy Albergoni, moradora nas proximidades da Praça Melo Peixoto, diz que é palmeirense e gosta de futebol, mas não se interessa em acompanhar e torcer, assiste aos jogos da Copa do Mundo principalmente às partidas do Brasil porque é estimulada pelo entusiasmo das pessoas do convívio e a propaganda massiva sobre a copa.

“A copa chama atenção, o assunto está em todo lugar, desperta uma euforia nas pessoas e todo mundo se reúne, a família se junta para assistir, os amigos de trabalho, o Brasil para de 4 em 4 anos e todo mundo assiste o Brasil jogar”.

Ela revelou que ainda não tem uma camisa da seleção, mas que se der Brasil quer uma para a comemoração. Está por fora das convocações, mas aprova a escalação do goleiro do Palmeiras e lamenta que jogadores bons do Corinthians e do Flamengo ficaram de fora. “Eu sei disso porque minha filha gosta mais de futebol do que eu, ela é corinthiana e eu ouço ela comentando que está um pouquinho decepcionada com a convocação.”

Sobre as comemorações se diz incomodada com rojões. “Quando soltam foguetes, as crianças começam a chorar, eu tenho presenciado isso, moro em prédio em frente a praça e o barulho parece que é dentro do apartamento. Os animais ficam totalmente inquietos, incontroláveis, fora isso, eu acho que uma comemoração com carro, buzina, faz parte”.

O estudante Marco Antônio Guilhermoni disse à reportagem que é um apaixonado pelo futebol desde 2015, quando passou a torcer pelo Corinthians e o time ganhou vários títulos. Ele vê que o clima de envolvimento e entusiasmo das pessoas com a seleção ainda está um tanto em baixa.

“Eu acho que em decorrência dessa pandemia o pessoal foi perdendo um pouco do interesse e esse ano conforme foram acontecendo muitas coisas ruins e difíceis no país, o pessoal foi desanimando, mas eu estou confiante que a gente vai ganhar alguma coisa”.

Para ele a seleção conta com alguns dos melhores jogadores do mundo e se diz “fanzaço” de Neymar, citando ainda o atacante Viny Junior, o segundo jogador mais valorizado do mundo, e arrisca um palpite. “Os times que estão fortes que estou vendo é a França e a Alemanha, mas o Brasil vai ser hexacampeão com o Neymar e o Viny!”.

17nov – Marco Antonio de Paula Guilhermoni – estudante- COHAB

 

Acompanhando o filho, a farmacêutica Cintia Heloisa de Paula diz gostar “mais ou menos” de futebol por influência do filho, mas sem fanatismo “as copas do mundo é o que mais acompanho pra torcer pelo Brasil, é um grande acontecimento e a gente acaba se envolvendo, a família toda acaba acompanhando e torcendo.”

17nov – Cintia Heloisa de Paula – farmacêutica

 

“Eu assisto, mas não sou fanática, eu sou mais fã de basquete da NBA do que futebol, meu pai e meu namorado gostam bastante”, revelou a advogada Gabriela Persiani, para quem a Copa do Mundo é algo que entusiasma milhões de pessoas porque existe um estímulo muito grande à emoção, num evento grandioso que também é um ‘negócio’ como as Olimpíadas. Ela conta que a maioria das pessoas que convive estão extremamente entusiasmadas com o mundial

“Eu acho que o futebol em si é algo que faz com que as pessoas se emocionem muito, isso existe desde muito tempo, desde o século passado. Então as pessoas acompanham esse esporte com muito fervor. O futebol mexe muito com as pessoas emocionalmente, eu não entendia bem isso até que comecei a gostar dos jogos da NBA. Aí entendi como era essa coisa de você acompanhar um time, de torcer pra ganhar sempre e ter emoção em acompanhar aquilo”, comparou.

17nov – Gabriela Persiani – advogada – Vila christoni

 

Apreciador do futebol desde criança, o palmeirense Nivaldo Batista Ângelo diz que há tempos está cansado de erguer troféu, de conquistar títulos com o seu Palmeiras, exaltando a figura do goleiro do alviverde convocado para titular na seleção pelo técnico Tite.

“Meu interesse pelo futebol vem desde pequeno, sou de família Italiana, sempre torcendo pro verdão, meu irmão Nilton foi goleiro profissional, acompanho o futebol desde a época em que se ouvia os jogos pelo rádio”, destacou.

Sobre a copa do mundo considera que o evento já envolveu mais as pessoas e se diverte dizendo que “parece um torneio de fim de semana, coisa assim normal, jogo entre casados e solteiros”.

“A mídia está investindo pesado nesses últimos dias, mas não tem pique, várias coisas aconteceram na política e há um descrédito tremendo no país. Isso está influenciando até no futebol, não vejo mais o pessoal aqui do bairro enfeitado a rua, colocando bandeiras, está muito diferente e pra pior né”. Nivaldo fala que vendo o nível dos outros times de outras seleções o Brasil está muito bom e arrisca os times da final apontando Alemanha, Brasil e “por incrível que pareça Argentina”.

17nov – Nivaldo Batista Ângelo – aposentado – V. Margarida

 

Edson Aparecido da Silva, pintor e morador na Vila Margarida, é torcedor do Palmeiras e diz que é raro não acompanhar, assistir os jogos do seu clube, mas não está dando muita importância para os jogos da copa deste ano. “Olha não sou fanático e pra dizer a verdade tô meio desanimado com essa copa, mas quando é dia de jogo a gente acaba vendo as partidas do Brasil, e se der tempo eu assisto os jogos das outras seleções. Meu filho é que gosta bastante, acompanha com a tabelinha, tem camisa amarela, comemora quando o Brasil ganha. Não sou de festejar pra mim tanto faz”, concluiu

17nov – Edson Aparecido da Silva, pintor e morador na V. Margarida

 

 

 

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