segunda, 27 de maio de 2024

Continua as investigações sobre quadrilha que adulterava garrafas de cerveja em Ourinhos

Eduarda Schuh

Na sexta-feira, 13 de outubro, a Polícia apreendeu três homens e um menor por crime contra relação de consumo e associação criminosa, em Ourinhos. Os quatro realizavam a falsificação de cervejas a partir da troca dos rótulos e das tampas das garrafas de uma marca de baixo custo, pelo de outras mais caras e conhecidas no mercado.

Paulo Rodrigues da Silva, de 31 anos, Edvam Soares Ferreira, de 32 anos, Augusto César Chaves, de 18 anos, e um menor de 16 anos foram autuados em flagrante. A Polícia foi avisada sobre o caso por meio de uma denúncia e ao chegar no local, encontraram os homens e as provas que comprovaram a denúncia de fraude.

No local haviam caixas com rótulos e tampas das marcas Skol, Antárctica Sub-Zero e Antárctica Original. Haviam também caixas de engradados da Ambeve guardando as garrafas da cerveja que estava sendo usada para a falsificação.

A sede da fraude era um barracão alugado pela quadrilha na Rua Antônio Prado, 1625 Vila Marcante. Os vizinhos declararam que eles estavam ali há menos de dez dias e suas atividades eram muito discretas e noturnas, assim, não puderam perceber nenhum problema.

Um vizinho entrevistado afirmou que um dos homens, que se apresentou como o “dono da empresa”, foi até ele conversar dizendo que caso algum barulho ou qualquer outro fato o incomodasse, era só avisá-lo antes de chamar a Polícia, afirmando que ele mesmo resolveria o problema.

Há registros de que os participantes da quadrilha foram vistos com um Honda Civic e uma camionete branca quando foram alugar o barracão. Não se sabe como eles transportavam as cervejas falsificadas.

Segundo informações do Chavantes Notícias, esta mesma quadrilha de falsificadores já havia sido capturada na cidade de Chavantes no ano passado. Eles usavam da mesma ideia de fraude, trocando os rótulos de uma cerveja de valor mais baixo por cervejas que têm mais reconhecimento no mercado.

A Perícia e toda a Polícia Civil ainda está apurando o caso para confirmar a origem dos rótulos usados. Até agora, pode-se afirmar que os rótulos não foram feitos em uma impressora doméstica e são perfeitamente confundíveis com os usados nas garrafas das cervejas que são vendidas legalmente.

Até a tarde desta quinta-feira, 19, uma semana depois da apreensão, ainda não existem provas que comprovem a participação de empresas ourinhenses na fraude e sobre a distribuição da cerveja falsificada na cidade.

Muitas indagações sobre o caso estão sendo feitas na cidade. A população quer saber sobre os locais que estariam revendendo cerveja falsificada. Surgem perguntas também sobre quando a quadrilha chegou no estado de São Paulo, afinal todos são do estado de Goiás, e se existe algum chefe arregimentando estes homens que foram apreendidos.

Dr André Rossignoli, delegado responsável pela investigação do caso, afirmou à reportagem do Jornal Negocião que muitas perguntas ainda têm de ser respondidas e boatos comprovados. A Polícia Civil trabalha para responder todas essas questões.

Os indiciados pagaram fiança e estão sob liberdade provisória, enquanto o menor foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude para que as medidas preventivas sejam tomadas.

O desenvolvimento deste caso será acompanhado, junto da Polícia Civil, para que a população ourinhense seja legitimamente informada.

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