sexta, 24 de maio de 2024

CUT reúne sindicalistas da região em oficina de planejamento

José Luiz Martins

A sub sede da CUT –  Central Única dos Trabalhadores de Ourinhos realizou na última quarta-feira (02) uma oficina de planejamento para definir o seu plano de ações para 2016. Dirigentes estaduais e de vários sindicatos da região debateram as ações e mobilizações que a Central vai promover em defesa da pauta da classe trabalhadora e também em defesa de temas considerados prioritários conforme a realidade dos trabalhadores e conjunturas regionais.

Conforme Claudio Izidio, assessor da sub-sede da CUT de Ourinhos, a oficina visa fazer o planejamento do mandato com período de quatro anos e a sub sede é a representação da CUT estadual na região. Foram convidados todos os sindicatos filiados da região a participar desse planejamento em conjunto para travar as lutas do dia em prol da classe trabalhadora.

“Estamos começando o ano e temos um calendário extenso em função de que 2016 é um ano atípico devido ás eleições municipais, queremos dar conta desse calendário principalmente das demandas do dia-a-dia dos sindicatos que já estão em campanhas salariais e a função da sub sede é dar o suporte para todas as entidades nessa luta diária, além das chamadas lutas de nível estadual e nacional em que estamos sempre presentes ativamente”, enfatizou.

Para o secretário Geral da CUT no estado de São Paulo, João Cayres, presente no encontro, os objetivos das oficinas é fazer o planejamento das sub-sedes com os sindicatos filiados da região para que tenham uma inserção maior na central sindical no interior do estado, descentralizar, interiorizar e fortalecer a CUT nessas regiões. “Vamos saber o que os dirigentes locais acham prioritário em termos de planejamento e as medidas que teremos que tomar. Precisamos crescer mais ainda no estado de São Paulo que já foi considerado a locomotiva do Brasil, hoje já não é mais assim existe uma falta de políticas públicas, industriais e agrárias e a CUT tem um papel importante nisso”, declarou.

Segundo Campos, a entidade entende que é preciso crescer e agregar novos sindicatos para fazer frente à politica liberal que vigora no estado há mais de 30 anos. O estado de São Paulo é um estado extremamente conservador e a central deve fazer um trabalho para estar mais próximo dos sindicatos tendo uma boa relação para ouvir bastante e conversar com as categorias. “A central do sindicato é independente de partidos, governo é governo e partido é partido e sindicato é sindicato, é difícil isso, mas fazemos essa separação mesmo tendo um governo que a gente apoia, mas, se estiverem tomando medidas que não agradem os trabalhadores que nós representantes vamos questionar para garantir os anseios da classe, como no caso da reforma da previdência em que o governo colocou como pauta importante, mas ainda não deixou bem claro que tipo de reforma é” questionou João Campos.  Ele salientou ainda que a central quer uma reforma sim, mas de acordo com os interesses dos trabalhadores e não dos interesses do chamado mercado. 

Já Ademir Palko, coordenador da sub sede da CUT em Ourinhos e Região disse à reportagem que as oficinas servem para passar aos dirigentes sindicais nas sub-sedes, qual é a visão da CUT como central e idealizadora de trabalhos sociais. “Sempre trabalhamos em conjunto trazendo as ideias da central em São Paulo para o interior, como existem realidades diferentes é muito importante haver esse intercâmbio para avaliar a realidade de cada local e realizarmos trabalhos conjuntos”, pontuou.

Destacou o histórico de lutas da entidade por causas sociais e principalmente pela garantia de direitos e conquistas trabalhistas, o engajamento em bandeiras independente de qual seja o governo. Para Ademir é obvio que todos desejem que prevaleça a democracia, e por conta disso a CUT tem feito esses movimentos para integrar os trabalhadores do interior nessas lutas.

Sobre o momento político atual disse: ”Hoje é um momento delicado politicamente, são muitos anos de lutas para assegurar vários direitos que os trabalhadores não podem perder e a nossa maior preocupação é com relação a isso. Defendemos sempre a manutenção de todos os direitos trabalhistas como classe e representantes dos trabalhadores para que sempre possam estar avançando”.

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