segunda, 17 de junho de 2024

Desenrola para MEIs e pequenas empresas: 3 dicas para negociar com bancos

Cada instituição financeira tem autonomia para definir suas condições, e empreendedor deve fazer a negociação diretamente

Reprodução: PEGN

O programa de renegociação de dívidas Desenrola Pequenos Negócios pretende tirar da inadimplência microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A iniciativa contempla dívidas do setor financeiro que estejam em atraso há mais de 90 dias desde o lançamento do programa, ocorrido em 22 de abril — não existe um limite para o valor a ser negociado nem um tempo máximo para a inadimplência.

O empresário deve contatar diretamente as instituições financeiras em que possui débitos para saber se elas aderiram ao programa e realizar a negociação, e cada banco tem autonomia para definir suas condições.

“O empreendedor não vai em qualquer instituição, mas na que ele já tem conta e tem um relacionamento. Ou seja, o banco tem todo o histórico da empresa para sugerir uma proposta”, diz Carlos Magno Bittencourt, economista da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe).

O economista afirma que o papel do empreendedor é “gastar saliva” para encontrar as melhores condições de quitação da dívida. “Ele deve investir em uma boa conversa com o gerente, explicando que quer aproveitar dos benefícios do programa para sair deste momento difícil”, sugere.

1. Organize as finanças

Organizar as finanças do negócio e da pessoa física é fundamental antes de realizar a negociação de dívidas, segundo Gonçalves. “O empreendedor está se comprometendo com um novo pagamento, que deve ser colocado no seu fluxo de contas”, afirma Rogério Alexandre Gonçalves, professor da FIA Business School.

Ao mesmo tempo, ainda terá que manter o seu empreendimento e todos os custos envolvidos nisso. “As despesas e a receita da empresa devem estar muito claras. O empreendedor não pode assumir parcelas de quitação de dívidas que comprometam o seu negócio. As finanças devem estar bem equilibradas para conseguir sair do endividamento e não contrair uma nova dívida”, diz o economista.

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