quinta, 23 de maio de 2024

Desentendimento termina com jovem baleado em Canitar

Alexandre Mansinho e Eduarda Schuh

Um desentendimento com inúmeras versões terminou com um jovem baleado, um atirador foragido e uma mulher atropelada no final da tarde de domingo em Canitar. O PM aposentado José Orlando Horácio, 52 anos, segundo testemunhas, atirou em Igor Borges Ribeiro, o Indião, de 22 anos, após uma discussão cujo motivo ainda está sendo apurado pela polícia.

VERSÃO I – Segundo familiares e conhecidos de José Horácio, o desentendimento começou quando um grupo de homens que estava reunido na frente da lanchonete teria assediado a esposa do ex-policial. A esposa então teria ligado para seu marido que, conforme alegam familiares, fora agredido por Indião logo que chegou ao local para tomar satisfações com os homens. O disparo de arma de fogo teria sido, segundo essa versão, em legítima defesa.

VERSÃO II – Pessoas que se apresentaram a nossa reportagem alegando serem testemunhas oculares do acontecido dão uma versão diferente dos fatos – segundo eles o Indião foi vitimado injustamente, pois o desentendimento teria sido com um jovem com o nome de João Paulo. Segundo essa versão, estavam todos bêbados e, por um motivo fútil, a esposa do ex-policial passou a provocar o grupo de homens dizendo que “iria chamar o marido pra dar um jeito neles”. A esposa telefonou para o marido que, ao chegar, foi tomar satisfações no meio da rua, sacando o revólver e atirando em Igor. Na fuga José Orlando ainda teria atropelado a mãe da vítima.

O PARECER DA JUSTIÇA – Perguntado sobre como seria “desembaraçado” toda esse conflito de versões, Dr. João Beffa, delegado responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Canitar, afirmou: “aqui na delegacia a conversa é outra, todas as testemunhas terão a obrigação de falar a verdade, sob pena de crime de falso testemunho – aí saberemos a versão verdadeira”. Há, segundo o B.O., uma acusação de tentativa de assassinato e de lesão corporal contra José Orlando Horácio.

VÍTIMA EM ESTADO GRAVE – Enquanto a Polícia Civil se preocupa em compreender o que houve, na Santa Casa de Ourinhos o jovem Igor permanece em estado grave. Sua mãe, que foi atropelada sofreu apenas ferimentos leves.

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