segunda, 27 de maio de 2024

Dr. Bactéria foi um dos palestrantes da Jornada de Biomedicina da UNIFIO

Rose Pimentel Mader

 

O biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, foi um dos palestrantes convidados para a Jornada Acadêmica realizada pelo Curso de Biomedicina do Centro Universitário de Ourinhos – UNIFIO, realizada nos dias 10 e 11 de agosto.

Biomédico reconhecido nacionalmente que realiza palestras em todo Brasil, começou a ganhar notoriedade no início do ano 2000, na TV Record, como Caçador de Bactérias, atuando num quadro dentro do Programa Note e Anote, de Claudete Troiano; mais tarde foi contratado pela Rede Globo onde passou a comandar o quadro Tá Limpo, no Fantástico.

Ele conta que foi na Globo que ganhou o nome de Dr. Bactéria. “O pessoal dizia, vamos falar com aquele biomédico que fala de bactérias e assim surgiu essa denominação. Fiquei 4 anos no Fantástico e depois fui recontratado pela Record onde fiquei 3 anos com a Ana Hickmann, no Programa Tudo é Possível, na sequência fui para o jornalismo da Record onde atuei por mais 12 anos”, recordou.

Roberto Martins Figueiredo também teve forte atuação em várias emissoras de rádio entre as quais Jovem Pan e Transamérica.

Na palestra na UNIFIO para acadêmicos e profissionais, Dr. Bactéria falou sobre fake news, a pandemia do Coronavírus e hábitos errados que as pessoas têm no dia a dia que levam às contaminações.

Indagado sobre o elevado índice de contaminação nos hospitais, o biomédico chamou a atenção: “num hospital 65% dos leitos estão ocupados por pacientes com problemas hídricos, em decorrência da falta de saneamento básico; se as pessoas utilizassem os frasquinhos de cloro distribuídos gratuitamente nos postos de saúde e levasse a nivel de comunidade, colocando duas gotinhas por litro de água e esperasse 20 minutos, daria para reduzir tremendamente o índice de diarréia infantil, por exemplo, e diminuir muito a quantidade de leitos hospitalares relacionados com isso e as autoridades não fazem isso porque dá muito mais votos investirem em hospitais”.

 

A COVID 19 – Segundo Dr. Bactéria, a Covid 19 é uma doença relacionada com problemas de higiene e os profissionais de saúde, no início, poderiam não conhecer bem o vírus mas conhecem sobre higiene. Os hospitais tinham equipamentos e o pessoal da saúde tinha conhecimentos, mas o contato que se tem com uma doença que é transmitida pelo ar, um pequeno deslise, é o suficiente. Por isso, o alto índice de contaminação não foi porque desconheciam o vírus, mas pela questão de higiene nos hospitais transmitindo, por exemplo, através dos próprios paramentos médicos.

Dr. Bactéria ressaltou que, historicamente, a cada 100 anos, surge uma pandemia e que a pandemia do Coronavírus ainda não acabou, tem pessoas morrendo e lembrou que surgiram novas variantes: “vamos conviver com isso pelo resto da vida. A varíola do macaco não é tão desesperadora, por exemplo, a tuberculose mata muito mais e ninguém fala muito dessa doença. A hanseníase é muito mais que isso e as pessoas não falam”, alertou.

“A Covid 19 é uma doença nova, mas já tem vacina, mas é bom observar que tem muita gente que é imune e a vacina não foi feita para que a pessoa não fique doente, ela foi feita para que a pessoa não morra e não seja hospitalizada. Costumam dizer que aumentou muito os casos de AVC, só que não se via como estava antes. Eu posso falar que depois da vacina aumentaram os atropelamentos, a questão são os outros interesses envolvidos nisso, especialmente os políticos”, afirmou.

 

OS PERIGOS DOMÉSTICOS – Aos acadêmicos e profissionais que participaram da palestra na UNIFIO, Dr. Bactéria também falou sobre os perigos no ambiente doméstico. “Tem muita gente que comete erros achando que está fazendo certo, por exemplo, não se deve lavar carnes, ovos e arroz, no caso do arroz, ele perde os nutrientes, já o feijão deve deixar de molho”.

Algumas dicas importantes do biomédico: “não há necessidade de lavar tudo que vem do supermercado, apenas limpar. O que devemos lavar são as hortaliças e frutas com água e bicarbonato; outra coisa, não pode colocar super bonder na porta da geladeira, pois possui muitos produtos químicos e pode contaminar os alimentos; vinagre depois de aberto tem que ficar na geladeira”.

“Na limpeza da casa não se deve misturar muitos  produtos de limpeza, por exemplo, vinagre com água sanitária, não há necessidade de desinfetar a casa, não moramos no hospital. Uma água com detergente e bicarbonato é o suficiente”, explica.

“O álcool em gel funciona para a mão, quando a pessoa não estiver em casa. Em casa, é bom lavar as mãos com água e sabão; evitar levar as mãos no rosto fora de casa, por exemplo num ônibus, num supermercado, onde podemos pegar muitas doenças”.

“Mas também não devemos ficar neuróticos e ter toques que atrapalha muito a nossa vida. Num ambiente universitário é sempre bom lavar as mãos e tomar cuidado com as caixas d’águas e reservatórios, que devem ser muito bem higienizados; assim como fazer o controle de pragas, roedores, baratas e insetos”, alertou.

Segundo o Dr. Bactéria, o distanciamento social foi importante quando não havia vacina, hoje não há mais necessidade. O importante é tomar a vacina e a máscara deve ser utilizada em lugar fechado, quando houver muita proximidade com pessoas.”

 

Legenda 1 Dr. Bactéria com o biomédico e professor doutor Luciano Lobo Gatti, coordenador de Biomedicina da UNIFIO

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