sexta, 19 de abril de 2024

Emanuel Motta vence ‘batalha’ e avança para próxima fase

Em entrevista exclusiva, Grilo Motta conta um pouco da trajetória do filho e seu amor pela música desde muito pequeno

 

 

 

Marcília Estefani

 

 

O baterista Emanuel Motta, de 13 anos, impressionou e emocionou mais uma vez o público que acompanhou sua apresentação no domingo, 28 de maio, na segunda batalha do programa The Voice Kids, na TV Globo. Ele cantou com Gabriella Cavaco e Igor Mattos o sucesso “Enquanto Houver Sol” dos Titãs e foi escolhido por seu técnico, Carlinhos Brown.

Em sua apresentação, Emmanuel mostrou um lado diferente, fora do rock que é sua paixão, destacando seu potencial, sua disposição em aprender e se descobrir.

Além de dominar a bateria, que o acompanha desde que era praticamente um bebê, Emanuel também toca guitarra, contrabaixo, teclado, violão, ukulele, cavaquinho e percussão. Segundo o pai e músico Grilo Motta, a primeira apresentação do filho para o público foi aos quatro anos de idade. Aos cinco, já era figurinha carimbada nas apresentações do pai.

Três gerações de músicos marca a trajetória do baterista apaixonado por rock

“O Emanuel não canta há muito tempo, ele começou como baterista, a bateria foi o primeiro amor dele na música, com o tempo passou a fazer backing vocal pra mim em uma música e outra mostrando muito jeito com a voz também, eu tinha um trio que tocava na noite e nosso baterista o Fábio (Bigode) cantava também e o Emanuel sempre teve muita admiração por ele e por ter essa admiração pediu pra cantar, fui passando algumas músicas aos poucos pra ver como ele se saia e ele foi muito bem, hoje canta pelo menos 45% do show”, relembra o pai orgulhoso.

Em 2018, nasceu oficialmente a dupla 2Motta’s, onde pai e filho passaram a se apresentar juntos fazendo muito sucesso em Ourinhos e região, o que remete também a um passado não tão distante, quando o próprio Grilo cantava com o pai, Gildo Motta, animando muitas festas junto com Neuzinha Bráz.

“O Emanuel é a terceira geração de músicos profissionais em nossa família, tive a imensa alegria de tocar com ele e meu pai em algumas oportunidades, inclusive a participação dele no The Voice Kids fez justiça a vida inteira de dedicação do meu pai à música, quando mostrou para o Brasil e o mundo, através da Globo duas fotos de nós três durante a introdução da participação dele no programa. Foi muito emocionante assistir, choro todas as vezes que vejo”, relata Grilo.

Com os pais, Adriana e Grilo Motta

 

DE OURINHOS PARA O THE VOICE KIDS – Grilo Motta contou ao Negocião que a ideia de participar do The Voice partiu dos fãs, que o fizeram refletir sobre a possibilidade e oportunidade que o programa oferece, mas não nega ter relutado um pouco.

“Na verdade, a gente não pensava em participar do programa, sempre achamos que era muito ‘fora da nossa realidade’, sabe aquela coisa de ‘ninguém vai nos notar aqui’? Porém nossos fãs sempre perguntavam: Por que você não inscreve o Emanuel no The Voice? Foram tantos pedidos que comecei a me questionar: E se um dia ele me cobrar por nunca ter feito a inscrição? Fui lá e fiz o processo de inscrição, e hoje é um orgulho muito grande ver o desempenho, a dedicação e o resultado que ele vem conquistando”.

Mumuzinho, Carlinhos Brown, Fátima e Iza têm se emocionado com as apresentações

Até o momento, o filho de Grilo e Adriana Motta, que mora no Jardim Esmeralda e estuda na Escola Estadual Justina de Oliveira Gonçalves em Ourinhos, onde cursa o 8º ano do Ensino Fundamental, foi brilhante em suas apresentações, que chamaram a atenção dos técnicos desde as audições às cegas, quando as três cadeiras foram viradas para Emanuel, que cantou uma versão de “Highway To Hell”, clássico do AC/DC.

O baterista vem mostrando que o palco é o seu lugar, onde ele canta e encanta com muita alegria, com prazer e respeito ao público, oferecendo o seu melhor, aquilo que lhe foi passado pelo avô, pelo pai, e que deve guiar sua carreira, independentemente de onde esteja.

Emanuel logo após apresentação no The Voice em 28 de maio

“Sempre tive medo de criar uma mentalidade no Emanuel de que música era uma competição, em casa temos a visão de que a música é uma forma de expressão e que devemos primeiramente fazer por amor mesmo sendo a nossa profissão, não trabalhamos para ser os melhores, mas sim para dar o nosso melhor. E essa é a única cobrança que o Emanuel tem em relação a música, dar o seu melhor sempre, sucesso é resultado de trabalho, ética e respeito pelo público”, finaliza Motta, ressaltando que o filho conta com a torcida e orações de todos os ourinhenses e dos moradores das cidades da região.

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