sábado, 20 de julho de 2024

Empresário ourinhense esclarece porque teve as bombas de seu posto lacradas pelo SEFAZ

Publicado em 31 ago 2022 - 19:15:01

           

Em nota, emitida na tarde desta quarta-feira, 31/8, o proprietário esclarece os fatos, gerados por uma investigação que envolve antigos donos

 

Marcília Estefani

 

Na manhã desta quarta-feira, 31 de agosto, um posto localizado na Avenida Expedicionários em Ourinhos teve suas bombas lacradas em operação da SEFAZ – Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo, fruto da ‘Operação Combustão deflagrada pelo GAECO – Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado e pela DRT-5 – Delegacia Regional Tributária de Campinas/SP).

Embora a investigação não diga respeito aos atuais responsáveis pelo estabelecimento, a ação atinge em cheio os gestores, que demonstram bastante preocupação. As bombas de combustíveis estão lacradas, porém, outros serviços oferecidos pelo posto continuam sendo efetutados, a conveniência atende normalmente, o que não ameniza os prejuízos, pois a maior renda vem do comércio de combustíveis.

 

 

Uma nota foi publicada pelo Auto Posto MB 1 por volta das 14h45, onde os proprietários esclarecem à toda a população o ocorrido nesta data.

Segundo a nota, “Em 2014 o posto MB 1 Ourinhos foi arrendado à rede amigos até que foi descoberto crimes tributários praticados pelos arrendatários conforme documentos da SEFAZ e GAECCO. Em função destes crimes tributários os arrendatários foram retirados do posto com documentos de rescisão contratual e são os responsáveis por este problema tanto que efetuaram o pagamento das multas”.

O atual proprietário afirma ainda que as investigações do SEFAZ continuam internamente e os atuais gestores têm colaborado com informações e documentos.

“Tais documentos nos isentam de crimes praticados, porém a empresa pessoa jurídica está é penalizada com a paralização temporária do posto até a parte administrativa ser totalmente resolvida. Não houve nada mais que possa nos prejudicar pelo aspecto da imagem qualidade dos produtos e aos clientes. Os responsáveis estão sendo chamados e irão responder na justiça, mas infelizmente estamos pagando pelo erro ou crime de terceiros, pois sempre prezamos pela transparência na condução do posto. Atenciosamente – Auto posto MB 1 Ourinhos”, finaliza a nota.

Ao Negocião, o Senhor Ideraldo Luiz Miranda, proprietário do MB 1, contou que agora resta aguardar pela ação de seus advogados, que buscam reverter a situação o mais rápido possível para que eles possam retomar o trabalho e voltar a abastecer normalmente enquanto não findar a investigação.

“Nós temos salários a pagar, fornecedores, precisamos continuar trabalhando pra arcar com tudo isso e não ter mais prejuízos e não causar mais problemas sociais, senão não tem como continuar aberto”.

 

OPERAÇÃO COMBUSTÃO Conforme informações da Secretaria Estadual da Fazenda, os estabelecimentos investigados são suspeitos de emitirem documentos fiscais que não correspondem a operações reais, simulando a venda de óleo diesel. A pasta estima prejuízo de cerca de R$ 200 milhões aos cofres paulista ao longo de quatro anos.

Os documentos emitidos não geram ICMS a pagar para o emitente, uma vez que não há destaque do valor do imposto em razão da retenção procedida em fase anterior da comercialização do combustível. Posteriormente, tais documentos possivelmente são utilizados pelos destinatários, em sua grande maioria empresas transportadoras, para abater o ICMS devido em suas operações próprias.

De acordo com a pasta estadual, a operação Combustão tem como objetivo verificar a regularidade cadastral dos estabelecimentos e o atendimento ao cumprimento de suas obrigações acessórias, além de oferecer oportunidade aos estabelecimentos selecionados para que comprovem as operações efetuadas com óleo diesel.

Os estabelecimentos revendedores de combustíveis fiscalizados podem ter suas inscrições estaduais imediatamente suspensas em razão da grande diferença encontrada entre o volume de óleo diesel vendido e o efetivamente comprado pelo estabelecimento. Nas pesquisas efetuadas pela Secretaria da Fazenda há postos que sequer dispunham de tanque de armazenamento de óleo diesel.

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