quinta, 23 de maio de 2024

IV Festival Literário de Ourinhos acontecerá na 2ª semana de setembro

José Luiz Martins

 

De 12 a 17 de setembro acontece o Festival Literário de Ourinhos (Litou), prometendo ao público lançamento de livros, mesas literárias, oficinas, contação de histórias e apresentações teatrais. Este ano a Universidade Estadual Paulista (UNESP) participará do evento com a Livraria Unesp Móvel sobre rodas, que ficará estacionada na Praça Mello Peixoto durante toda semana do festival das 10h00 às 19h00.  

Montada sobre um caminhão-baú a Livraria Unesp Móvel circula por todo o país incentivando a leitura. No veículo estande estará a venda obras para todos os gostos, desde infantis até livros de interesse geral. Em alusão ao evento haverá uma seleção especial de publicações sobre a ditadura civil-militar (1964-1985) tema usado em 2022.

O evento começa na segunda-feira (12) com o grupo teatral ourinhense Panela de Expressão, que integra o Curso de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura, realizando ensaios abertos ao público de cenas de duas peças que seguem em processo de montagem.

Com direção e adaptação de Karina Zimmermann, os ensaios abertos do Panela de Expressão para a peça “Primeiro De Abril” com texto original de Julio Conte, acontecerão nos dias 12, 14 e 16 as 20h no Núcleo de Arte Popular no largo da estação ferroviária em frente ao terminal de ônibus circular.

 

“O espetáculo “Primeiro de Abril” está em processo de montagem, escolhemos algumas cenas no contexto da temática do festival deste ano. Serão apresentadas em formato de ensaio aberto antes das mesas literárias, sendo cenas diferentes em cada dia de ensaio aberto”, destacou a diretora.

 

A peça conta uma história que atravessa três décadas, acompanhando a trajetória dos personagens desde a infância, no dia primeiro de abril, data do golpe militar de 1964 até o início dos anos 1980. E como enfrentaram as transformações do final da infância, adolescência e juventude, implacável, graças às consequências de um regime militar que reflete na vida adulta. “Primeiro de Abril” tem sua estreia oficial prevista para novembro.

Já o grupo Panela de Expressão Jovem estará atuando em ensaios abertos da peça “A Bruxinha Que Era Livre”, uma adaptação da obra “A Bruxinha que era boa” da escritora Maria Clara Machado, que terá apresentações nos dias 13 e 15 (3ª e 5ª feira) às 15h00 para escolas e dia 17/09 (sábado) às 17h no Teatro Municipal.

 

A peça é um clássico para o público juvenil observa a diretora Karina Zimmermann. “É a história uma bruxinha que não se enquadrava nos “padrões” da escola de bruxarias, que era dirigida pela Bruxa Chefe, a bruxa instrutora e pelo Bruxo Beuzebu III, o maior ditador dos últimos tempos. Ela tem suas próprias verdades, não se  submetendo as fake news que o bruxo conta. Ela tem a ajuda de suas amigas camponesas para escapar do bruxo tirano e finalmente encontrar sua liberdade”.

 

O Festival Literário de Ourinhos é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, o material de divulgação distribuído pela pasta faz menção a realização de mesas literárias e contação de história, no entanto até o momento, não consta da programação divulgada locais e datas em que acontecerão essas atividades na semana do evento.

 

Outras atividades e atrações do 4º Festival Literário de Ourinhos:

 

Oficina Narrativas Breves, Cadeias Proibidas

Dia 13 (3ª Feira) as 14h – Biblioteca Municipal

Com Reynaldo Damazio – Editor, crítico literário, escritor e coordenador do Centro de Apoio a Escritores do museu Casa das Rosas. Formado em Ciências Sociais pela USP, com especialização em Propaganda e Marketing e Gestão Cultural. Foi co-editor do jornal “Caderno de Leitura”, da EdUSP, e colaborador do Guia de Livros da “Folha de S. Paulo” e das revistas “Cult”, “Arte Brasileiros”, “Entrelivros”, “Mente e Cérebro”, “Nossa América” e “Literatura: Conhecimento Prático”. Autor de Poesia, linguagem (Memorial da América Latina); Nu entre nuvens (Ciência do Acidente); Horas perplexas (Editora 34); Com os dentes na esquina e trilhas; notas & outras tramas (ambos pela Dobradura Editorial), Crítica de trincheira: resenhas (Giostri Editora) e do recente Movimentos portáteis (Kotter Editorial), entre outros. Traduziu Calvina (SM Editora), de Carlo Frabetti.

 

Oficina De Tirinhas E Hq

Dia 16 (6ª Feira) as 14h – Biblioteca Municipal

Com Franco de Rosa – Quadrinista, cartunista, ilustrador, roteirista, jornalista, editor e professor de arte. Estreou em 1972, como autor de fanzines, publicando a partir de 1974, tiras em jornais diários, Folha de S Paulo e gibis para as editoras Saber, Ebal (Zorro) e Grafipar (Zamor,Fargo e Ultraboy), desenhando também, diariamente para o primeiro programa vespertino de Ana Maria Braga. A partir de 1984 diariamente ilustrou para o jornal Folha da Tarde. De 1986 a 1992, ali realizou uma página inteira sobre as histórias em quadrinhos, que imediatamente se tornou uma seção fixa semanal, que foi imitada pelos principais jornais do país, o que o levou a se dedicar ao texto e estudo sobre os quadrinhos. Fundou a Maciota Press Editorial em 1985, Mythos editora em 1997 e Opera Graphica Editora em 2000. Onde atuou como diretor editorial. Passando a partir de 2004 a atuar na área de revistas infantis, com maior intensidade. Nos últimos 5 anos faz histórias em quadrinhos ligadas ao mercado didático. Em 1994 foi um dos criadores da hoje clássica revistinha semanal Herói. Foi editor de obras prestigiadas como Flash Gordon, Recruta Zero, Fantasma, Betty Boop e Drácula.

 

Oficina De Fotografia E Literatura

Dia 17 (sábado) às 14h – Núcleo de Arte Popular

Com Marco Aurélio Olímpio – Trabalhou no SESC Pompéia de 1992 a 1994 como laboratorista fotográfico. Transferiu-se posteriormente para a PUC-SP onde exerceu por 13 anos a função de técnico em ensino de fotografia e estudou Comunicação em Multimeios. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas realizadas em espaços culturais da Capital e do Interior. Teve fotografias publicadas em jornais e revistas de grande circulação no Estado de São Paulo, bem como fotografou para diversas gravadoras na realização de capas de discos. No ano de 2010, lançou seu livro: Álbum Imagens Musicais pelas Edições SESCSP. Em 2015 teve sua trajetória filmada em documentário intitulado: Entre o Traço e a Luz, pelo diretor Zeca Ferreira, o qual segue participando de mostras em festivais pelo Brasil e países da Europa. Aprovado no Proac/2021 com o Projeto Capa de Discos no Brasil: A arte na Capa.  Hoje palestra e leciona fotografia pela POIESIS e espaços culturais.

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