terça, 28 de novembro de 2023

Lâmpadas incandescentes estão com os dias contados

Da redação

As lâmpadas que não atingirem os índices de eficiência luminosa estabelecidos pela Portaria Interministerial nº 1.007, de 31 de dezembro de 2010, não poderão ser mais fabricadas, importadas ou comercializadas no território nacional a partir de 2016.

O objetivo da proibição é reduzir o consumo e, consequentemente, economizar. Da energia que a lâmpada incandescente consome, só 5% viram luz. 95% são transformados em calor, aumentando, assim, o gasto na conta.

A proibição da fabricação e venda dos tipos com potência de 75 e 100 watts começou desde o mês passado e, até o fim deste ano, a regra começará a valer também para as de 60 watts.

Anualmente, 237,5 milhões de unidades dessas lâmpadas são comercializadas e, apesar de gerarem mais gastos, são as preferidas pelos consumidores. O engenheiro e proprietário da loja Serranova, André Rull, explica o motivo. “Embora elas gastem mais, são mais baratas. Então, o consumidor acaba optando por ela”.

Entretanto, isso já vem mudando devido justamente a economia. “Quanto mais economia, melhor. Quem pensa bem e a longo prazo, entende que as fluorescentes são mais eficazes”, esclarece André, que vê a mudança com bons olhos.

As fluorescentes compactas, as mais comuns, convertem 15% da energia em luz e 85% em calor. Já as de LED, um tipo mais sofisticado, os valores são 30% e 70% respectivamente.

Outra vantagem que o consumidor irá encontrar é com relação à garantia. Alguns modelos têm garantia de anos. O engenheiro explica que a lâmpada PL, um tipo de lâmpada fluorescente, tem um ano de garantia. Já as do tipo LED, por serem mais caras, têm uma garantia maior ainda.

A previsão é que assim como aconteceu com as fluorescentes, os preços das LEDs caiam, uma vez que se o consumidor parar para pensar, há mais qualidade e economia. Com todas as mudanças, o consumidor pagará menos na conta de luz e continuará com energia de qualidade.

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