quinta, 23 de maio de 2024

Licitação para recuperação da Ponte Pênsil não tem nenhuma proposta

Um novo edital deve ser aberto em breve, porém ainda não há data definida

 

Da redação

 

A recuperação da Ponte Pênsil Alves de Lima, localizada sobre o Rio Paranapanema, em Ribeirão Claro, enfrenta algumas dificuldades para avançar. A licitação realizada na terça-feira, 9 de agosto, pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR) foi declarada deserta por não haver propostas protocoladas nem entregues durante a sessão.

Segundo reportagem do portaljnn.com, como nenhuma empresa manifestou interesse pelo projeto, a Secretaria do Estado de Infraestrutura Urbana, por meio do DER segue analisando e avaliando o processo. Um novo edital deve ser aberto em breve, ainda sem data definida. O valor estimado para realização dos serviços é de R$ 1.086.397,57.

PONTE – A ponte foi parcialmente destruída por um incêndio em novembro de 2020 e atualmente está interditada. De acordo com o edital, a obra prevê a recuperação da área atingida pelo incêndio, com remoção e substituição das peças destruídas, e manutenção do restante da ponte, com tratamento e impermeabilização da madeira, pintura das partes metálicas com material anticorrosivo, pintura das estruturas de concreto com nata de cimento, e substituição das peças de madeira fora de conformidade.

O Instituto de Criminalística do Paraná concluiu que o incêndio que destruiu a ponte pênsil centenária localizada sobre o Rio Paranapane, entre os municípios de Ribeirão Claro, no norte do Paraná e Chavantes, em São Paulo, foi criminoso.

 

 

Conforme a análise dos restos de madeira queimadas e dos vestígios do local, a perícia descartou a possibilidade do incêndio ter sido provocado de forma acidental. Se analisou, por exemplo, as hipóteses de queda de um raio e até se um incêndio em alguma mata próxima poderia ter sido a causa. Ambas as possibilidades foram descartadas.

Para os peritos, o incêndio foi provocado por uma ação humana intencional, por algum material combustível despejado nas madeiras. O Instituto de Criminalística afirmou que a pessoa que ateou fogo ainda esperou o fogo se alastrar pela estrutura para só depois fugir.

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