quarta, 12 de junho de 2024

O empresário Winston Khatchik Edirnelian se filiou ao PR no sábado, 15 de agosto

Assessoria de comunicação

Durante o café que acontece aos sábados no escritório político do deputado federal Capitão Augusto, Winston se filiou ao partido da república acompanhado do presidente Anísio Feliceti, Winston Junior, e do Deputado Capitão Augusto.

O empresário Winston Khatchik Edirnelian, natural do Egito, durante entrevista nos contou um pouco da sua trajetória. Relembrando sua infância na cidade do Cairo, no Egito, seu primeiro emprego em Ourinhos, das suas empresas, dos Clubes de Serviços e principalmente da sua família. Confira a entrevista completa:

Onde nasceu? Em que ano? – Winston Khatchik Edirnelian – Venho de um país muito distante, o Egito (África). Nasci na cidade do Cairo em 04.01.1942 e morei lá, até os 15 anos. Um belo dia estourou a revolução e, logo em seguida veio a guerra. Em meados de 1957, já não havia mais condições de se permanecer no país, também por problemas religiosos (os mulçumanos não aceitavam mais a presença de cristãos descendentes de outras nações), o que levou meus pais a se mudarem para o Brasil, vindos para São Paulo.

Qual o nome de seus pais e o que faziam no Egito? – Papai: Georges Kevork Edirnelian nasceu no Cairo (de pais armênios), era mecânico de automóveis.

Mamãe: Marta Saksida Edirnelian, nasceu na Iugoslávia (país fronteiriço com a Áustria). Era costureira (alta costura), em São Paulo trabalhou com o Denner. Meus avós paternos: Khatchik (ourives) e Novart (do lar). Avós maternos: Francis (fazendeiro) e Elisabet (do lar).

Naquela época foi difícil imigrar para o Brasil? – O cônsul brasileiro no Cairo era grande amigo do meu pai, e, como o Brasil estava montando o seu parque industrial, especialmente automotivo e, precisava muito de técnicos mecânicos. Nossa família teve grande facilidade de ingressar no Brasil, em especial em São Paulo.

Como foi a viagem? – No navio que viajamos tinha muitos italianos onde conheci um técnico em bombas injetoras que viria para São Paulo. Chegando a São Paulo, no segundo dia já trabalhava na minha profissão, mas, não era isso que queria fazer, não queria fabricar, queria consertar. Por coincidência, após vinte dias em São Paulo, recebi um convite para trabalhar em um laboratório de bombas injetoras pelo italiano que conheci no navio, de nome Pietro.

Aconteceu alguma coisa depois? – Sim! A vontade era tão grande em aprender essa profissão que fui convidado, após a saída do Pietro da firma, para trabalhar na “Sama”, hoje pertencente ao grupo Comolatti. Nesta época não tinha tempo para estudar, só trabalhava, e tudo que ganhava colocava na mesa para minha mãe administrar. Só ficava com as gorjetas (que não eram poucas) para minhas despesas. Após três anos em São Paulo, com uma ótima profissão, pois tive os melhores técnicos daquela época como instrutores, quis conhecer o Brasil trabalhando.

O que o trouxe a Ourinhos e quando chegou? – Vim para Ourinhos em novembro de 1960, a convite de um amigo italiano, Pedro Banhotti, que, aqui tinha se estabelecido com a família. Gostei muito e me encantei com a cidade, com as pessoas acolhedoras e simpáticas, que me achavam muito engraçado, o sotaque estranho que tinha. Logo fiz amigos e resolvi então trazer meus pais.

Qual foi seu primeiro emprego em Ourinhos? – Meu primeiro emprego foi na Empresa Landulfo, onde trabalhei em mecânica durante três anos. Depois retornei a São Paulo e lá fiquei por mais três anos.

Onde passou sua infância e adolescência e como foi? – Passei minha infância na cidade do Cairo, até meus quinze anos. Levei uma vida confortável, pude estudar em ótimos colégios, tive boas férias e viajei bastante. Fui feliz na minha adolescência, embora, tenha trabalhado muito.

Onde estudou e quais os cursos que fez? – No Egito, na minha residência falávamos em francês, na escola em italiano, na rua em árabe e no clube multinacional em inglês. Em Ourinhos estudei na Escola Estadual Horácio Soares e cursei contabilidade na Escola Técnica (Jorginho), depois fiz faculdade, onde fui aluno da segunda turma de formandos em Administração de Empresa nas FIO, também fiz pós-graduação em economia na cidade de Marília. Além disso, entremeio, fiz vários cursos técnicos e administrativos.

Onde conheceu sua esposa e quando se casou? – Conheci Elga Armentano (professora), em meados do ano de 1961, em uma quermesse na Igreja Matriz Senhor Bom Jesus, durante uma festa Junina, muito tradicional na cidade. Elga, filha de Luiz (Gino) Armentano (empresário) e Lupercia, casal muito conceituado na sociedade Ourinhense. Foi quando decidi me estabelecer definitivamente em Ourinhos e tornar esta cidade a terra de meus filhos, netos e futuramente meus bisnetos.

Como foi e quando começou sua vida como empresário? – Comecei em 1966 em sociedade com Pedrinho Boarato. Montamos nossa primeira oficina mecânica na Rua Expedicionário, no n° 1.355. Atualmente o Grupo Winston tem mais de 110 colaboradores e é considerada uma das 10 melhores Retíficas de Motores do Brasil, prestando serviço de qualidade e honestidade há quase 50 anos no ramo automotivo.

O Grupo Winston e o resultado de um sonho? – Sim, é a realização do sonho de um jovem rapaz que atravessou o oceano e que aqui aportou, trazendo modestamente em suas mãos calejadas, apenas uma pequena mala de mão, cheio de fé, esperança e muita determinação. Apaixonado pela cidade que o acolheu e, em retribuição, tudo o que conseguiu produzir nesta terra, nela mesmo investiu (Grupo Winston). Deus me abençoou. Com muita luta fui vencendo os obstáculos e realizando meus sonhos. Com muita felicidade, vi o nascimento de meus filhos: Jacqueline, casada com João César Rosa; Winston Junior, casado com Kátia, Leonardo e minhas netas, Beatriz e Júlia.

Qual foi a época mais difícil para o senhor nessa caminhada? – Eu sempre soube o que teria de enfrentar na vida, por esse motivo não foi difícil minha caminhada. Desde jovem aprendi que, para ser alguém nessa vida, teria que trabalhar muito, ter honra e ser honesto. Foi espelhado nesses ensinamentos que pautei a minha vida. Suar muita a camisa, levar uma vida descente e honrada, ter respeito e consideração com as pessoas e o mais importante de tudo “ser honesto”. O somatório de tudo isso, leva as pessoas ao sucesso, podem crer, não existe erro. Finalizando, posso dizer que fui muito abençoado. Tenho uma família maravilhosa, um amigo, companheiro fiel, pelo qual tenho muito respeito e admiração, juntos construímos o Grupo Winston.

Fora da empresa, o senhor tem outras atividades? – Eu sempre me preocupei com o desenvolvimento da minha cidade e da região. Atuo em diversos segmentos da sociedade, como Rotary Clube Ourinhos Oeste e Maçonaria, ACE Ourinhos e fui vereador na gestão 2000 a 2004, fui um dos únicos empresários da cidade que acreditou que poderíamos ter um deputado federal e trabalhei junto com os amigos para que sonho do Capitão Augusto se tornasse o sonho da cidade em ter seu representante em Brasília, onde colaborei para o desenvolvimento da cidade. Tenho por principio que as dificuldades dessa vida são etapas de uma grande escalada e sempre segurando nas mãos de Deus, as etapas são vencidas ao lado da família, de amigos e clientes fiéis. 

E a sua jornada como político? – Faço isso todos os dias. Fui vereador no período 2000 a 2004. Entrei na política porque sentia a necessidade de melhorar a vida da população carente, representar meus eleitores e minha cidade com dignidade, responsabilidade e honestidade.

A política interferiu no ramo do seu trabalho? O senhor acha que tenha alguma a ser feito? – Sei que tem muito ainda para ser feito e a época é essa. Hoje, politicamente sou mais maduro, mas continuo nas minhas convicções: “QUEREMOS E PRECISAMOS FAZER CRESCER A NOSSA CIDADE COM DISCIPLINA PREVENDO SEMPRE O FUTURO PARA QUE NOSSOS FILHOS E NETOS POSSAM TER UM LUGAR AO SOL EM OURINHOS.” A política interferiu no meu trabalho? A resposta é sim, algumas empresas se afastaram de nós por motivos políticos, mas, nunca tive uma conversa franca a este respeito com eles, sei que um dia será esclarecido e a justiça será feita. Tenho respeito por ela e sei que os proprietários me respeitam e dizem que a melhor retifica da região segundo eles é a Winston, do resto, nada aconteceu.

O senhor se considera um homem realizado? – Adotei o Brasil como minha pátria e Ourinhos como meu lar. Por tudo isso sim, me considero realizado, graças a Deus. Sinto-me realizado pelos trabalhos que realizei durante minha vida, no comércio, nas entidades filantrópicas, nos clubes de serviços e etc.

Como foi sua vida social? – Sempre estive presente nos eventos realizados em Ourinhos. Faço questão de participar com minha família de festas beneficentes e de filantropias, também acho maravilhoso o trabalho que fazem o voluntariado de nossa cidade. São pessoas humildes, dedicadas e que prestam serviços as pessoas necessitadas, dando tudo de si em prol de uma comunidade carente, miserável e que dependem da solidariedade e compaixão dos mais favorecidos. Fiz parte da diretoria do Grêmio Recreativo de Ourinhos. Em 1970, entrei para Maçonaria. Em 1972 fui convidado para pertencer ao Rotary Clube Ourinhos Oeste, onde fui presidente por quatro gestões alternadas. Diretor da sociedade Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos mais de 20 anos. Diretor por oito anos na Associação Comercial – ACE. Diretor e conselheiro de várias organizações de retífica em São Paulo. Não dá para contar mais, pois poderia esquecer algumas que poderia ferir quem me ajudou. Sinto orgulho de ter feito um pouco e contribuir com essas associações e com pessoas de boa fé que ajudaram e prestam serviços despretensiosamente e desinteressadamente a nossa comunidade.

O senhor gosta do que faz? – Não só gosto, como amo o que faço, tanto no serviço quanto nas outras atividades. Estou sempre disposto a ajudar a quem me pedir e necessitar da minha ajuda. Sempre coloco a mão na massa. Gosto de ajudar a população que abriu os braços a este ex-“estrangeiro”, e muito me orgulho em ser brasileiro naturalizado e ourinhense de coração.

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