quinta, 18 de abril de 2024

Paralisação dos servidores do Fórum contou com grande adesão em Ourinhos

Manifestação ocorreu na tarde na sexta-feira, 5 de maio, e deve ocorrer novamente na próxima quinta durante todo o dia

 

Marcília Estefani

 

Na tarde de sexta-feira, 5 de maio, às 15h, mais de 100 funcionários da ativa e aposentados do Fórum de Ourinhos promoveram protesto em frente ao prédio do judiciário. Os serviços foram paralisados por uma hora em forma de advertência inicial com indicativo de greve geral.

O protesto, organizado por associações de servidores do TJSP, foi realizado em todo o estado, e demonstra o descontentamento dos servidores frente ao 6% que a categoria recebeu de reposição, mediante a inflação acumulada que é de 37,47%.

 

 

Eles pedem ainda devolução da incorporação dos adicionais de gratificação de representação das faltas abonadas. Na ocasião ficou decidido que Ourinhos permanecerá em união com todas as entidades do Tribunal de Justiça, cerca de 92.

O objetivo das manifestações da categoria, é sensibilizar o presidente do Tribunal para que atenda os funcionários em uma reunião, e ouça suas reivindicações.

 

 

“Estamos com uma defasagem em torno de 32,00% sobre o salário, nós reivindicamos a perda inflacionária, não estamos reivindicando nenhum reajuste real de salário e sim o que a inflação corroeu, mas o presidente não nos recebe, nós precisamos desse reajuste, nossa data base foi afixada todo ano no mês de março, e desde então não houve manifestação por parte da presidencial do TJ”, declarou o servidor Roberto Bachiega.

ASSEMBLEIA – No sábado, 6, ocorreu uma assembleia presencial e em formato híbrido em São Paulo, que reuniu agentes, escreventes, assistentes sociais, psicólogos, oficiais de justiça e trabalhadores administrativos para deliberação do dia de paralisação geral preparatória para a greve.

Ficou decidido que na próxima quinta-feira, 11 de maio, haverá paralisação durante todo o dia.

O Deputado Estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP) esteve presente e fez uma saudação especial em apoio ao movimento, reconhecendo o aumento no orçamento do TJSP. Esclareceu a questão das isenções fiscais concedidas pelo Estado às grandes empresas, que resultam na falta de arrecadação e repasse ao Tribunal e às demais secretarias para cumprir, no mínimo, a reposição inflacionária de todos os servidores.

Segundo Giannazi, São Paulo teve o maior orçamento da história e, ainda assim, insiste em precarizar seus servidores e não cumprir a data-base.

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