terça, 21 de maio de 2024

População sofre com greve dos bancários

Alexandre Q. Mansinho

Começou nesse dia 6 de setembro a greve dos bancários em todo o Brasil. Em Ourinhos, os serviços bancários só serão realizados via internet e pelos pontos de autoatendimento. A população, refém dessa queda de braços entre patrões e empregados, se aglomera nos caixas eletrônicos e procura alternativas para pagar contas ou receber dinheiro. Dejair Besson, vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região da Subsede Ourinhos, afirma que a greve é a última tentativa de negociação: “já passamos por 3 rodadas de negociação, os banqueiros não aceitam nossa pauta de reivindicações – Mesmo sabendo que a população é a mais prejudicada, só nos resta a greve para forçar um acordo. Pedimos 14,7%, dos quais 9,7% é só a perda salarial que tivemos com a inflação”.

Ainda segundo Dejair Besson, os bancários estão sendo obrigados a cumprir metas de vendas de produtos como seguros, planos de capitalização e previdência privada; essa pressão acaba tornando o ambiente de trabalho muito estressante: “somos pressionados a cumprir metas; quando a população nos vê bem vestidos e sorridentes, nem imagina que nosso salário é de pouco mais de R$ 1.500,00. Nenhum bancário está satisfeito”, completa. Caso o padrão das últimas greves seja mantido, só haverá uma manifestação por parte dos banqueiros para uma negociação quando transcorrer a primeira semana de paralização. Enquanto isso, serviços que não podem ser realizados nos caixas eletrônicos ou pela internet terão que ser adiados. João Paulo de Souza, cliente do Banco Santander, fez questão de deixar registrado seu protesto: “o Brasil está começando a se recompor de uma crise política e econômica muito intensa, não era hora de haver uma greve dos bancos”, afirma.

 

 

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