quarta, 22 de maio de 2024

Presos os acusados de matar Marcelo Abuhamad do “Alfaiate”

Da reportagem

Joaquim Dias Garcia, 32 anos, gerente e Eduardo Kell Lima Yamaguchi, 28 anos, barman na época do Restaurante Alfaite de Ourinhos, foram presos no dia 12/2, pela Delegacia de Investigações Gerais de Ourinhos, (DIG). Joaquim na cidade de Bombinhas- SC e Eduardo em Candido Mota- SP, ambos confessaram ter planejado e assassinado o empresário Marcelo Abuhamad.

Em entrevista coletiva, o delegado titular da DIG, Dr. João Ildes Beffa contou em detalhes como ele e sua equipe chegou aos autores do homicídio ocorrido no dia (31/12/2012).

Desde o dia do crime a Polícia Civil vinha investigando o caso, porém apenas uma filmagem existia apontando um suspeito, e através de informações privilegiadas, há oito meses foi iniciado uma nova linha que investigação que resultou na identificação e prisão de Joaquim e Eduardo.

“E depois de inúmeras linhas de investigações chegando a trabalhar com a hipótese de um roubo mal sucedido, conseguimos a chegar à conclusão de foi um crime encomendado. Após diligências descobrimos que o assassinato havia sido encomendado pelo gerente do Restaurante Joaquim, sendo então aprofundada a investigação que resultou na prisão do mandante e do executor do crime, ou seja, o rapaz que vimos através das imagens do sistema de monitoramento momento depois do crime, passando com uma mochila nas costas”, esclareceu Beffa.

Joaquim que foi até a Santa Casa e também ao velório de Marcelo, acredita o delegado, para certificar se o serviço havia executado com sucesso, fugiu logo em seguida para o Sul, onde foi detido, mais precisamente na cidade de Bombinhas – SC. Durante seu depoimento, Joaquim, alegou que mandou matar Marcelo porque não aguentava mais ser humilhado em público e assediado e pelo seu patrão.

“Eu conheci Marcelo quando tinha 17 anos, ao completar 20 anos comecei a trabalhar como barmam, e depois de vários anos eu passei a gerenciar o restaurante e tomar conta de tudo relacionado ao estabelecimento. No ano de 2012 Marcelo abriu outro restaurante denominado Alfaite na cidade de Bauru. Deste então, passei a sofrer assédio moral, tais como xingamentos, humilhações na presença de outras pessoas e, diante do meu envolvimento com ele, passei a participar de festas onde a promiscuidade era total, inclusive, comecei a fazer uso de drogas, virando dependente de cocaína. Com todo envolvimento com Marcelo ele me passou o controle geral do restaurante, tendo acesso à senhas e realizações de compras, pagamentos e transferências bancárias. Nunca desviei dinheiro do restaurante e todas as movimentações era de conhecimento dele” contou Joaquim em seu depoimento.

Portanto, Joaquim confessou que decidiu matar Marcelo, dez dias antes do crime, devido ao assédio sofrido durante anos. Inicialmente contratou uma pessoa de nome Mediana, por R$ 350 reais, morador de Ourinhos, para executar Marcelo. Lhe entregou uma arma calibre 32, a qual comprou por R$ 700,00 de um pessoa morador de Candido Mota. Momentos depois descobriu que o contratante havia fugido com o dinheiro não realizando o crime. A arma Joaquim conseguiu recuperar. 

Joaquim decidido mesmo a matar Marcelo contratou Eduardo, um barmam temporário do restaurante. No dia 30/12/2012, fez a proposta lhe entregando o valor de R$ 5 mil para executar o empresário, uma arma e uma faca, uma vez, que Eduardo disse que estava com medo de alguém, ouvir o barulho do tiro.

“Eu sabendo que Marcelo estava em Bauru e tinha acabado de chegar à sua casa em Ourinhos, onde iria passar o Ano Novo, planejei toda a ação. Orientei Eduardo quanto à execução, disse que um moto táxi o pegaria no restaurante e o levaria até a Praça dos Skatistas, e de lá ele seguiria a pé até a casa da vítima, onde o chamaria pelo nome e o mataria” relatou friamente o mandante do crime.

Eduardo cumpriu o combinado. “Cheguei à casa de Marcelo e o chamei pelo nome, e quando ele abriu a janelinha da porta disparei um único tiro não dando tempo para reagir. Em seguida fugi tomando rumo para a Vila Margaria e nas proximidades da linha férrea troquei de roupa, pois trazia uma troca de roupa na mochila dispensei a arma e voltei para o restaurante, onde ninguém havia notado minha ausência” declarou Eduardo.

Por fim, a sociedade teve a resposta de um crime considerado de grande repercussão através do excelente trabalho realizado pelo Dr. João Beffa e sua equipe. “Tanto eu quando meus investigadores e o delegado Dr. André Rossignoli, erámos cobrados constantemente, enquanto tomávamos um café na padaria num restaurante e até mesmo na fila do banco, quando ao esclarecimento do homicídio do Marcelo do Alfaite, e depois de um belo trabalho de investigação e empenho de todos hoje conseguimos dar uma resposta à sociedade. Antes de finalizar quero aqui parabenizar todos da minha equipe que não mediram esforços para identificar e prender Joaquim e Eduardo”, concluiu Dr. João Beffa.

Foi decretado a Prisão Preventiva de 30 dias para Eduardo e Joaquim e prorrogada para mais 30 dias, para o término do Inquérito Policial.

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