quarta, 22 de maio de 2024

Projeto da Fatec põe IA a serviço do combate ao câncer de mama

Aluno da Fatec Ourinhos é premiado em Congresso com trabalho que usa a Inteligência Artificial para auxiliar médicos e radiologistas na leitura da mamografia

 

Da redação

 

Entre as muitas possibilidades de uso da Inteligência Artificial (IA), salvar vidas talvez seja uma das menos conhecidas. Águeda – Uma Inteligência Artificial IA Para Detecção Precoce do Câncer de Mama é um projeto que pretende ajudar médicos e radiologistas a rastrear esse tipo de enfermidade. Desenvolvido na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Ourinhos, o trabalho foi reconhecido como o melhor projeto de iniciação científica em andamento na área de Ciências Exatas e da Terra no Congresso Nacional de Iniciação Científica Conic-Semesp, no final de 2023.

Em sua 23a edição, o evento, que premia trabalhos de pesquisa e inovação de todo o país, é o mais relevante do setor e reuniu mais de 1,2 mil trabalhos.

Mamografia ganha agilidade e precisão – O projeto Águeda é de autoria do aluno do sexto semestre de Ciência de Dados Wagner Lopes Cardozo. “Ao permitir maior a agilidade e precisão na conclusão dos laudos da mamografia, aumentamos as possibilidades de cura da paciente”, diz o jovem.

 

Wagner Cardozo exibe o prêmio ao lado de Rosemeiry, Bonídia e Donizeti Aparecido Melo, diretor da unidade | Foto e informações: Divulgação FATEC

 

“No Brasil, o câncer de mama é o que mais incide sobre a população e a detecção precoce é a chave para a cura”, lembra Robson Parmezan Bonidia, orientador do projeto ao lado da coorientadora, Rosemeiry de Castro Prado. “Sabemos que há muita tecnologia e muitos médicos especializados, mas não são acessíveis à maioria da população”, declara o professor.

“Nosso modelo classificador matemático-estatístico é uma rede neural artificial – ramo da ciência que desenvolve algoritmos denominados bioinspirados porque se baseiam na rede neural natural do ser humano”, explica Wagner.

Conhecimento disseminado – Bonidia lembra que há muitos trabalhos nessa área usando metodologias já consagradas da computação da IA. Esses artigos, porém, ficam restritos aos escaninhos da academia. “Importa, de fato, a democratização do conhecimento”, acredita.

A intenção de aluno e orientadores é construir uma interface que possa ser disponibilizada para qualquer médico interessado. “As IAs acabam restritas aos países mais ricos do planeta. O Águeda, ao trazer tecnologia de grande porte para o Sul global, pode mudar a vida de qualquer pessoa”, conclui o orientador.

 

 

 

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