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sexta, 19 de agosto de 2022

Recenseadores já estão a campo em Ourinhos e região

José Luiz Martins

 

Bem mais do que uma contagem de habitantes, o Censo é a única fonte de referência nacional para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios, com detalhamento por distritos, subdistritos, bairros (divisões administrativas de cada prefeitura) e também por áreas urbanas e rurais.

Os recenseadores do IBGE visitarão 89 milhões de endereços sendo 75 milhões de domicílios em todo país. A estimativa é de que sejam contadas cerca de 215 milhões de pessoas. Ao todo, são 452.246 setores censitários urbanos e rurais, 5.972 localidades quilombolas, 624 terras indígenas, 11.400 aglomerados subnormais e 5.778 grupamentos indígenas. O custo da operação é de R$ 2,3 bilhões.

A expectativa era de que fosse iniciado em agosto de 2020. O IBGE chegou a abrir processo seletivo para contratação dos supervisores e recenseadores em 2021, mas por conta da pandemia e pela característica da pesquisa de visitas domiciliares não houve condições.

De acordo com Lucas Vieira Fantin, Coordenador de área do Censo na região de Ourinhos em entrevista ao NEGOCIÃO, desde 2019 a equipe da agência do IBGE na cidade vem atuando na preparação para a realização do Censo demográfico, fazendo atualizações da base territorial, atualizando mapas, perímetro urbano do município e fazendo divisão de setores. A expectativa é de encerrar os trabalhos de coleta e supervisão entre outubro e novembro

Fantin explica que Ourinhos é responsável por fazer a coleta em 10 municípios da região, que estão divididos em 629 setores censitários, e a população estimada é de aproximadamente 230.000 pessoas.

Estes municípios estão divididos em duas sub áreas, a de Ourinhos com os municípios de Ibirarema, Salto Grande, Ribeirão do Sul e Canitar e a de Santa Cruz do Rio Pardo, responsável por São Pedro do Turvo, Ipaussu, Chavantes e Espírito Santo do Turvo.

São 383 setores na subárea de Ourinhos, com uma população estimada em aproximadamente 142.000 pessoas. E a subárea de Santa Cruz do Rio Pardo está responsável por 246 setores, com uma população estimada em aproximadamente 88.000 pessoas.

Para atender a demanda, a agência do IBGE local conta com 213 recenseadores e mais dois cargos de gerência CCS – Coordenador Censitário de subárea, um em Ourinhos e outro em Santa Cruz do Rio Pardo, que são responsáveis pelos supervisores, além de dois Agentes Censitários de Administração, uma para cada subárea.

O coordenador do IBGE em Ourinhos explicou ainda como está sendo feita a pesquisa: “O IBGE segue um padrão com os conceitos da pesquisa, não é nada aleatório. Antes do Censo sair a campo foram feitos alguns testes pilotos e todo treinamento seguindo várias etapas. No treinamento foi salientado para que todos apliquem os mesmos conceitos na pesquisa. O Brasil é muito grande e tem muitas diferenças, assim de região para região se não aplicar os conceitos de forma igual perde a comparabilidade de uma região para outra”.

QUESTIONÁRIO – Serão aplicados dois tipos de questionários: o básico, com 26 quesitos, e um questionário ampliado (amostra), com 77 perguntas a serem respondidas por cerca de 11% dos domicílios.

Conforme Fantin o básico contém perguntas sobre a pessoa entrevistada, domicilio, as pessoas da casa e a relação de parentesco e ainda sobre serviços como abastecimento de água, rede de esgoto, coleta de lixo entre outras.

“O questionário não é um muito complexo, normalmente os entrevistados sabem as informações a respeito dos demais moradores, é comum que uma pessoa só no domicílio acabe respondendo por todos os outros. O da amostra é um pouco maior, demora em torno de 20 minutos, o tempo básico para ser preenchido gira por volta de 10 minutos. Tudo em média leva meia hora de entrevista”, constatou.

 

COMO SERÁ EM OURINHOS E REGIÃO – Na região são 213 recenseadores e um total de 28 supervisores, à medida que o recenseador faz as entrevistas, o supervisor realiza determinada entrevista novamente numa espécie de conferência. É um sistema de supervisão que pede algumas verificações, como a do trajeto conferindo se o recenseador fez o percurso na ordem correta. E a repetição da visita em algumas casas que já responderam o questionário para novamente realizar algumas perguntas e garantir a qualidade da pesquisa, verificando se não está ocorrendo alguma omissão ou inclusão indevida.

Um dos problemas enfrentados é quando o recenseador vai até o domicilio e não encontra ninguém durante o dia, o que o obriga a retornar à noite ou aos sábados e domingos.

“Quando isso ocorre são deixados bilhetes informando da necessidade de um dos moradores entrar em contato com o recenseador informando o melhor horário para encontrá-los para responderem ao questionário”, destacou Fantin.

SEGURANÇA DAS INFORMAÇÕES – Sobre esta questão, o coordenador explicou que uma lei federal estabelece normas que garantem o sigilo das informações e que as mesmas serão utilizadas somente para fins estatísticos do IBGE. Os recenseadores estarão sempre uniformizados, com o colete do IBGE, boné do Censo, crachá de identificação e o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC). É possível confirmar a identidade do agente do IBGE no site Respondendo ao IBGE (respondendo. ibge.gov.br) ou pelo telefone 0800 721 8181.

 

MUITO ALÉM DA QUANTIDADE DE RESIDENTES – O censo demográfico é a pesquisa mais completa realizada no Brasil. Todo o trabalho de pesquisa não se resume apenas em demonstrar a quantidade de habitantes das cidades, o estudo traz um amplo retrato do município revelando dados, como por exemplo, da escolaridade, trabalho, pessoas com deficiência, entre outras.

Conforme Lucas Fantin são várias áreas e temas cujas informações são utilizadas pelo poder público tanto nos municípios, nos estados e em nível federal, “servem de ferramenta de planejamento para elaboração de projetos, políticas públicas em áreas que o Censo aponta uma determinada necessidade no município, isso ajuda que o dinheiro público seja investido de forma mais assertiva nas necessidades da população”.

 

O questionário do Censo 2022, além de presencialmente, pode ser respondido por telefone e pela internet. Os agentes da Central de Atendimento ao Censo (0800 721 8181) responderão dúvidas, prestarão auxílio conceitual e operacional no preenchimento do questionário via internet e, mediante autorização, poderão preencher o questionário em entrevista. Quando da divulgação dos resultados da pesquisa a primeira informação que aparece é a quantidade de moradores dos municípios, outros dados passam por estudos mais detalhados demorando mais para serem divulgados.”

Sede o IBGE em Ourinhos

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