quinta, 23 de maio de 2024

SAE fala sobre a problemática da falta de água

Da Redação

Em contato com a assessoria de imprensa da SAE – Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos nesta quinta-feira, 19, a autarquia afirma que está trabalhando para que o abastecimento se normalize, porém algumas áreas da cidade sofrem com um problema que não é tão fácil de se resolver.

A Região do Jardim Itamaraty – Moradores do Jardim Itamaraty, Jardim Paris, Pacheco Chaves e Vila São João ficaram sem água desde o domingo, 15, quando uma bomba de captação que fica no Bairro São João e abastece a subestação que distribui água para os bairros da região apresentou defeito.

O equipamento foi substituído, porém não voltou a funcionar. Segundo a SAE durante a madrugada de quinta-feira, 19, uma manobra nos ramais interligados possibilitou bombeamento para os reservatórios do centro que redistribuiu a água para o reservatório da Vila São João. Desde esta manhã estão bombeando água para aquela região. Ao longo do caminho até essas localidades a pressão diminui fazendo com que a água não chegue em abundância.

“A SAE está trabalhando para que o abastecimento volte a ser normalizado o mais rápido possível. Lamentamos o transtorno e pedimos a compreensão para essa situação acidental e indesejável. Por volta das 18 horas será finalizada a recolocação da bomba no poço e se tudo der certo o reabastecimento da região afetada irá se normalizar aos poucos”, afirmou a assessoria de imprensa.

Crescimento da cidade e rede de distribuição antiga – Sobre a falta de água em locais como Vila Margarida, Jardim Paulista e adjacências, a SAE afirma que a situação preocupa a atual administração da cidade e também da autarquia. “São vários os fatores que contribuem para que parte da população sofra com pouca água nas torneiras, e com o calor o consumo aumenta, elevando a demanda em torno de 40% a 50%, provocando escassez em determinadas regiões. A cidade cresceu, a rede e o sistema de distribuição de água não acompanharam esse crescimento nos últimos 12 anos. Aliado a essas condições, outros fatores acidentais como rompimento de tubulações e avarias em equipamentos agravam o problema que não está relacionado com a capacidade de produção de água tratada”.  

Recentemente a queima da bomba de sucção do poço profundo localizado na sede da autarquia, quedas e falta de energia elétrica na ETA – Estação de Tratamento de Água, afetou o sistema com a diminuição da pressão na rede em algumas localidades e foi suficiente para provocar a queda do sistema de distribuição afetando partes mais altas da cidade.

A atual administração da Superintendência afirma ainda que vem desde meados de agosto mapeando os locais de escassez e estuda maneiras de se equacionar o problema enquanto elabora um projeto de ampliação e atualização da rede de distribuição de água. E isso, inevitavelmente passa pela necessidade de altos investimentos não só na ampliação da rede pública de água, mas também nas necessidades relacionadas a manutenção da rede existente.

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