segunda, 21 de setembro de 2026
Publicado em 17 set 2026 - 21:34:46
Febre alta, manchas vermelhas no corpo e tosse estão entre os principais sintomas; vacinação está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado
Da redação
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e que exige atenção principalmente à prevenção. Transmitido por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar, pode provocar febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso.

© OMS
A principal forma de prevenção é a vacinação. No estado de São Paulo, o imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), seguindo o calendário de vacinação estabelecido para cada faixa etária.
A orientação da Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo é que a população procure a unidade mais próxima para verificar a situação vacinal e, se necessário, atualizar a caderneta. Antes de se dirigir ao posto, é recomendável consultar os horários de atendimento do município e, sempre que possível, levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo – Para as crianças, a primeira dose contra o sarampo está prevista aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Já quem tem entre 30 e 59 anos deve possuir pelo menos uma dose registrada. Para os trabalhadores da saúde, são indicadas duas doses, independentemente da idade.
Para bebês entre seis e 11 meses e 29 dias que vivem nesses três municípios, continua sendo aplicada a chamada “dose zero” da tríplice viral. Essa dose, entretanto, não substitui as previstas no calendário infantil: mesmo imunizada antes de completar um ano, a criança deverá receber normalmente as doses dos 12 e dos 15 meses.
Atenção aos sintomas – As manchas vermelhas características do sarampo geralmente começam no rosto e depois se espalham pelo corpo. Febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso também estão entre os sinais que merecem atenção.
A doença pode ainda provocar complicações, entre elas pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, com atenção especial para crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e orientação. A confirmação do diagnóstico depende de avaliação médica e exames laboratoriais.
Enquanto houver suspeita da doença, a recomendação é evitar contato com outras pessoas e informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes, eventual contato com casos suspeitos e a situação vacinal.
Para quem não sabe se já tomou a vacina – A orientação é simples: quem não possui registro ou não se lembra de ter recebido a vacina contra o sarampo deve se vacinar. Já pessoas que tiveram diagnóstico da doença devidamente confirmado por avaliação médica ou exame laboratorial não precisam receber uma dose adicional.
Pessoas com 60 anos ou mais não fazem parte do público-alvo da vacinação de rotina ou das campanhas de reforço. Entretanto, idosos que tiveram contato direto com caso suspeito ou confirmado devem passar por avaliação para verificar a indicação da vacina, especialmente quando não houver registro prévio da doença ou da imunização.

Orientações para gestantes e pessoas imunossuprimidas – Gestantes não devem receber a vacina contra o sarampo, que utiliza vírus vivos atenuados. No pós-parto e durante a amamentação, porém, o imunizante pode ser administrado. Para mulheres que planejam engravidar, a recomendação é atualizar a vacinação com a tríplice viral pelo menos um mês antes da gestação.
Pessoas com imunodepressão grave, em quimioterapia ou utilizando medicamentos que reduzem significativamente as defesas do organismo também possuem restrições. Em situações de imunossupressão, a decisão deve considerar a condição clínica, com orientação de um profissional de saúde.
Informação também é prevenção – Além de manter a vacinação em dia, buscar informações em fontes confiáveis é uma medida importante de prevenção, já que calendários e recomendações podem sofrer alterações de acordo com novas evidências e com a situação epidemiológica.
Para esclarecer dúvidas, o Governo do Estado de São Paulo disponibiliza a plataforma Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações oficiais sobre imunização, segurança das vacinas, calendários e prevenção de doenças.
Acesse o Vacina 100 Dúvidas: www.vacina100duvidas.sp.gov.br
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