terça, 18 de junho de 2024

Sem acordo para aumento salarial, funcionários da Prefeitura estão em greve

Alexandre Mansinho

Após quase um mês de rodadas de negociação com o poder executivo municipal e sem nenhuma possibilidade de acordo, servidores públicos municipais de Ourinhos decidiram, cruzar os braços como forma de pressão.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais divulgou para imprensa um comunicado que expressa descontentamento com o rumo das negociações: “A proposta encaminhada ao Poder Legislativo pelo Poder Executivo era um aumento de 2% nos salários, porém ela foi retirada da pauta, resultando numa Sessão Extraordinária. Logo em seguida, com outro Projeto do Executivo muito pior e sem aprovação dos Servidores e Sindicato, os vereadores votaram pela proposta, esta que oferecia 500 reais de bônus a serem pagos apenas uma vez aos servidores”.

Um grupo de oposição à atual diretoria do SINSERPRO tem crescido nas últimas semanas alegando que a postura do sindicato beira o comodismo e a atual diretoria não tem apresentado a postura mais combativa que deveria ter.

O prefeito tem se apresentado disposto ao diálogo, no entanto um grande número de funcionários alega que ele está traindo uma promessa de campanha: “mais da metade do funcionalismo apoiou o Lucas, no palanque ele prometeu 25% de aumento, agora vem com essa desculpa de não ter dinheiro, será que ele não sabia?”, diz uma servidora que pediu para não ter seu nome divulgado.

Por sua vez, por meio da assessoria de comunicação o prefeito afirma que a greve dos servidores municipais vai prejudicar toda a população que já vive em uma cidade que tem muitos problemas, devido ao abandono e a má gestão dos últimos anos e que dar um reajuste maior aos servidores seria um ato irresponsável que poderia levar a uma situação ainda pior, com o atraso no pagamento da folha dos servidores públicos municipais ou o não pagamento dos aposentados. 

Reitera também o compromisso de pôr as contas da cidade em dia: “peço o apoio da população, já que estamos colocando a casa em ordem. Precisamos recuperar a saúde financeira do município para conseguirmos fazer as melhorias necessárias como asfalto, iluminação pública de qualidade, melhorias na saúde e educação. A missão é difícil, e impossível de ser concluída em apenas três meses de governo, mas com o apoio da população até o final do nosso mandato transformaremos Ourinhos em uma cidade muito melhor”.

Até o fechamento dessa edição, às 17h do dia 30 de março, não houve nenhuma contraproposta por parte da Prefeitura de Ourinhos que continua firme em sua postura afirmando que está em seu limite financeiro e que não há como propor algo diferente, inclusive o reajuste já foi aprovado pela Câmara.

Edinilson Ribeiro, presidente da SINSERPO afirma que já existem processos tramitando no Ministério Público Estadual, no Ministério Público do Trabalho em Bauru e no Tribunal de Justiça, para que as negociações possam ser reabertas e os órgãos públicos estabeleçam uma intermediação entre o Sindicato e o Poder Executivo. 

Na quinta-feira, 30, ás 18h, na sede do Sindicato, uma última assembleia foi realizada para decidir os pormenores do movimento.

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