sexta, 24 de maio de 2024

Servidores Municipais terão aumento linear de salário

JLMartins

Em assembleia realizada em frente a sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Ourinhos na Vila Perino, na noite de segunda-feira, 28, a maioria dos funcionários públicos presentes acabaram por aceitar proposta apresentada pela prefeita Belkis Fernandes de aumento linear de R$ 100,00 (cem reais) a título de salário, e vale refeição de R$ 280,00 (duzentos e oitenta reais), ambos retroativos a 1º de março de 2016. Aguarda-se agora que a prefeitura envie o respectivo Projeto de Lei a Câmara para ser aprovado pelos vereadores já na próxima sessão plenária do dia 04/04.

Na última quarta-feira o sindicato divulgou nota a imprensa com considerações sobre a campanha salarial 2016. No comunicado a entidade destaca que o executivo é quem realmente detém o poder de conceder índices de aumento mais satisfatórios ao funcionalismo. A nota diz ainda que a greve (cogitada ante a intransigência do executivo) como forma de pressão para que as reivindicações da categoria fossem atendidas, não foi consenso já quando as negociações se esgotaram. Que a falta de interesse e a baixa participação dos servidores na última assembleia não contribuíram para que o movimento de greve tomasse força. Leia a seguir a integra da nota.

 “Findado ano de 2015 o Sindicato dos Servidores Municipais de Ourinhos, cumprindo o dever que lhe cabe, elaborou e aprovou junto a categoria a pauta de reivindicação para campanha salarial 2016, propostas estas encaminhadas ainda no mês de novembro ao executivo. Passado dois meses desde as primeiras reuniões com as propostas na mesa de discussão, hoje, dentre as devidas e necessárias análises a serem feitas, a principal é que a pauta de reivindicações do sindicato e da categoria foi de conhecimento geral. O pedido encaminhado era a reposição da inflação e mais 5% de aumento real. Sem dizer que os demais itens integrados à pauta sempre miraram contemplar o bem estar dos servidores. O que foi aprovado na última assembleia, realizada dia 28, foi um reajuste de R$ 100,00 a todos os servidores, sem distinção de níveis salariais, além do vale alimentação unificado no valor de R$ 280,00. Uma outra análise que se faz premente, é de que quem tem a caneta e o poder para proporcionar uma melhoria mais substancial, uma proposta mais vantajosa aos servidores, é o próprio poder Público Municipal, ou seja, o executivo no papel de patrão da classe dos servidores. O sindicato não defendeu em nenhum momento outras propostas que não fosse a que constava da pauta aprovada pelos próprios servidores. As negociações chegaram a exaustão e as assembleias tiveram a incumbência de analisar e votar as duas contrapropostas apresentadas pelo executivo. E assim o fez. Entendemos que não eram propostas de reposição salarial ideais para os servidores de Ourinhos, porém em tempos de crise é importante e necessário que se analise todos os quadrantes que envolvem vários aspectos, não somente questões econômicas, mas questões sociais que concernem principalmente em decisões mais abrangentes e justas. O ser humano tem por princípio ser solidário e nas ações com esse fim, doam aquilo que lhe sobra e não aquilo que é parte de sua parte. O fato é que: ninguém doa o seu cobertor a alguém para depois passar frio. E como disse Platão, “Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”. Na avaliação do sindicato, a decisão da assembleia, metaforicamente justificando o período quaresmal recém encerrado, tem similaridade com a partilha do pão. O maior pão foi dividido igualitariamente dentre aqueles todos que tem direito a comer. Por fim deixamos claro que nossa única arma, a greve, sequer pôde ser utilizada, uma vez que os servidores não compareceram maciçamente na assembleia, e sem pressão perdemos muita força.”

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