quarta, 21 de fevereiro de 2024

Setor de beleza ganha nova regulamentação para 2017

Da redação

Matéria publicada na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios relata que o Brasil é o terceiro mercado global de beleza, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Mesmo com a queda de 6,7% nas vendas do setor entre 2014 e 2015, o brasileiro ainda destina 2% do seu orçamento aos produtos de beleza e higiene, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Apesar do tamanho desse mercado, não havia uma regulamentação específica para os profissionais que trabalham nos salões brasileiros até este ano. Segundo dados divulgados pela Anabel (Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza), o Brasil conta com 600 mil salões de beleza, mas poucos profissionais estão com sua situação formalizada.

Segundo o presidente da ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza), José Augusto Ribeiro, os salões passarão por um novo momento a partir de 2017. “Com a aprovação da Lei do Salão Parceiro, haverá mais segurança jurídica para os profissionais de beleza. Até então, o governo não reconhecia o trabalho de um profissional de beleza autônomo, por exemplo”, afirma Ribeiro.

O projeto de lei que entra em vigor no dia 27 de janeiro de 2017 apresenta um novo modelo de negócios para os salões do Brasil, garantindo maior segurança jurídica para os profissionais e donos do salão. 

Desse modo, os salões de beleza poderão celebrar contratos de parceria, por escrito, com os profissionais que desempenham as atividades de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador (art. 1º-A da Lei 12.592/2012, acrescentado pela Lei 13.352/2016).

Os estabelecimentos e os profissionais mencionados são denominados salão-parceiro e profissional-parceiro, respectivamente, para todos os efeitos jurídicos.

O profissional-parceiro poderá atuar como um microempreendedor individual (MEI) ou um pequeno empreendedor dentro do salão, sem precisar ter vínculo empregatício com o dono do estabelecimento. Dessa maneira, todas as relações trabalhistas seguirão esse modelo de parceria.

Com a aprovação da Lei Complementar 155/2016, conhecida como programa Crescer Sem Medo, haverá uma mudança na maneira como os salões de beleza pagam seus impostos.

Agora, os valores recebidos pelos profissionais que atuam em parceria com o dono do salão deixarão de integrar a receita bruta. Isso significa que os custos tributários serão divididos entre as partes. Essa lei simplifica a tributação, já que dono do salão e funcionários poderão fazer seus cálculos separadamente.

Outra medida que será aplicada aos salões de beleza em 2017 será a certificação dos estabelecimentos de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Essas normas, desenvolvidas em parceria com o Sebrae, incluem boas práticas no atendimento ao cliente, higienização de instalações, esterilização de utensílios, treinamento de parceiros, entre outros. Assim, o salão de beleza que garantir a qualidade dos serviços e se adequar à ABNT ganhará a certificação se diferenciando dos demais.

5 dicas para empreender no setor de beleza

Estude e se atualize – este setor ainda tem oportunidades e mercados a serem explorados, mas a concorrência é grande. Busca por capacitação é um ponto chave no caminho de um empreendedor da beleza rumo ao sucesso. Como o setor sempre tem novidades é preciso estudar e estar atualizado quanto a tudo que surge.

Procure um nicho – Nos últimos anos surgiram salões especializados em cabelos cacheados e em loiras, barbearias com roupagem mais atual e empresas especializadas em design de sobrancelhas, entre outras novidades. Empresas de nicho, com um foco bastante amplo, estão atraindo muita gente e são rentáveis. O empreendedor deve olhar com carinho para negócios direcionados.

Entenda seu cliente – Um atendimento de excelência é um fator crucial para o sucesso de uma empresa e no setor de beleza isso não é diferente. Além de tratar bem quem visita o seu negócio, é importante entender as preferências, o poder de compra, saber tudo sobre o cliente para entregar o que ele quer.

Capriche no networking – Os contatos abrem portas importantes para empreendedor. São novos clientes, fornecedores e pessoas que, no geral, podem melhorar a vida do empresário. Estar presente em feiras e congressos do setor é fundamental para o estabelecimento de um bom networking. Apesar das novas tecnologias, nosso mercado se baseia muito no contato presencial, no corpo a corpo. Por isso, participar de eventos é importante para os empreendedores do setor.

Não pense só no preço – Na hora de negociar com fornecedores, o preço não pode ser o único fator a ser considerado pelo empreendedor. Há empresas que vendem seus produtos a preços um pouco maiores, mas oferecem treinamentos, cursos e suporte ao empreendedor. O custo-benefício é que deve ser levado em conta nesses casos.

© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.