segunda, 17 de junho de 2024

Sindicato prevê ano difícil para o setor da Saúde

Agência JP2

“A saúde será um dos maiores desafios dos nossos administradores em 2015”. Esse é um dos prognósticos feito pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Ourinhos e Região, Arão dos Anjos Costa. Conhecedor das dificuldades e dos problemas que o setor vem enfrentando nos últimos anos, o presidente acredita que será necessário um choque de gestão, principalmente por parte dos governos federal e estadual para que a Saúde não enfrente neste ano uma de suas maiores crises. 

Recentes pesquisas apontam que a Saúde é uma das principais preocupações da população brasileira e também um dos maiores desafios dos governantes que assumiram em 1º de janeiro. Por falta de repasse de verbas federal e estadual, as prefeituras estão assumindo o papel que é de responsabilidade da União e do Estado ao destinar cerca de 25% do orçamento municipal – acima do previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal – para manter o mínimo de atendimento digno aos pacientes. 

Outro exemplo claro é com relação às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que reivindicam junto ao Ministério da Saúde a atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), a qual não sofre qualquer alteração há mais de 10 anos. Com isso, as instituições de saúde acumulam déficit mensal. 

O presidente do Sindicato acredita que o problema vai além da questão do financiamento. “Acreditamos que falta gestão qualificada no setor, além de fraudes e  corrupção no setor público. O maior prejudicado com tudo isso são os pacientes que não têm plano de saúde e os funcionários que trabalham totalmente desmotivados”, disse. 

No início do ano, Arão dos Anjos Costa se reuniu com integrantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, do SAMU, da UPA e do AME e todos foram unânimes ao relatar que estão com dificuldades financeiras. Para o presidente do Sindicato, esse é o momento de unir forças e buscar uma solução urgente para a saúde brasileira.   

“Estivemos em contato com diversos setores da saúde em Ourinhos e todos relataram que enfrentam dificuldades financeiras. Parece que todo mundo aceita esta situação e ninguém faz nada. Essa passividade atrapalha muito. Propomos uma união de esforços porque não é possível viver assim. Não sei aonde vamos parar com toda essa dificuldade. Se deixar de investir na saúde, que já está precária, como vamos sobreviver? ”,  questionou Arão dos Anjos Costa. 

Costa afirmou ainda que esse cenário negativo pode afetar também as negociações de acordo coletivo dos trabalhadores. “Já estou preparando os acordos coletivos, mas vou tirar leite de pedra? Não vamos conseguir um bom acordo e não vejo muito progresso nas negociações pela situação em que se encontra o setor. Mas mesmo assim vamos trabalhar para termos ganhos reais porque os trabalhadores merecem ser valorizados”.

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