quinta, 29 de fevereiro de 2024

Sindicatos de Ourinhos fazem ato conjunto contra as mudanças nas regras da aposentadoria

Alexandre Mansinho

Quem foi à região central da cidade de Ourinhos na última segunda-feira (04), deparou-se com uma cena pouco comum: o comércio adiou em meia-hora o início do funcionamento e vários comerciários se uniram aos servidores municipais, eletricitários, trabalhadores das indústrias de alimentos e professores estaduais para promoverem um ato conjunto de protesto contra a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional em Brasília.

Líderes sindicais se dividiam no uso do microfone convocando todos os trabalhadores a protestarem contra as medidas que prevêem, entre outras mudanças, a fixação de uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria e a equiparação das exigências entre homens e mulheres.

O ato conjunto terminou às 9h30m, os comerciários voltaram ao trabalho enquanto os servidores municipais em companhia de trabalhadores de outras categorias, seguiram em passeata para a frente da Prefeitura Municipal a fim de dar continuidade ao seu movimento grevista.

Aparecido Bruzarrosco, presidente do Sindicato dos Comerciários de Ourinhos, disse que o ato representa a insatisfação dos trabalhadores com o rumo que a reforma vem tomando: “o governo quer penalizar aqueles que não têm culpa no rombo da previdência, há diversas outras medidas que devem ser tomadas antes mesmo de se pensar em mexer nos direitos conquistados”.

Bruzarrosco ainda completa abordando a proposta de equiparação das exigências entre homens e mulheres para concessão do benefício da aposentadoria: “as mulheres ainda são submetidas a dupla jornada de trabalho, têm que trabalhar fora e cuidar da casa e dos filhos, é absurdo igualar as exigências, embora a mulher esteja cada vez mais presente e atuante em todos os setores produtivos, o machismo ainda permanece”.

Dejair Besson, presidente do Sindicato dos Bancários, SubSede Ourinhos, alerta que a reforma da previdência, conforme apresentada pelo governo, vai representar um empobrecimento da população e será nociva para todas as pessoas: “hoje os aposentados consomem e geram riquezas para o país, caso essa parcela da população tenha seus ganhos comprometidos, haverá resultados ruins para toda a sociedade. Vale a pena lembrar que não foram os trabalhadores que provocaram esse desarranjo nas contas da Previdência foram os próprios administradores que agora querem transferir o ônus da culpa para nós”, completa Dejair.

O ato foi pacífico durante todo o tempo, pessoas que passavam pelas ruas centrais recebiam panfletos de esclarecimento sobre as reinvindicações, tanto dos que protestavam contra a reforma da previdência quanto dos que estavam em greve por melhores salários junto a Prefeitura Municipal.

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