sexta, 21 de junho de 2024

Uma possível intervenção militar divide opinião dos brasileiros

Leonardo Carrara

O atual cenário político do Brasil vive uma de suas maiores crises. A presidenta Dilma Rousseff sofreu impeachment e seu vice, Michel Temer, assumiu o posto sob protesto de muitos brasileiros que discordam da legitimidade do processo e reconhecem tal feito como um golpe.

Depois disso vários outros, atuais e antigos, representantes do poder público foram presos por envolvimento em escândalos e esquemas investigados pela Polícia Federal como a Operação Lava Jato e Operação Carne Fraca, incluindo o Ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha.

O sucessor de Dilma também foi denunciado mas teve seu processo arquivado após votação na câmara, da mesma maneira que julgaram a ex-presidenta.

Com tal cenário e após ser perguntado se não seria a hora de uma intervenção com uso das forças armadas previsto em constituição, o General Antônio Hamilton Mourão, coordenador de finanças do Estado maior e participante do Alto Comando do Exército Brasileiro, disse que “vai chegar um momento em que ou as instituições solucionam o problema político, com pelação do judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos ou então nós teremos que impor isso”.

Lembrando que o Brasil já passou por um período de regime civil militar no período de 1964 a 1985, sendo iniciado após João Goulart ser retirado do poder, assumindo então o Marechal Castelo Branco. O período foi marcado por protestos, censura, batalhas entre os militares e os manifestantes, alem dos protestos implícitos nas músicas dos artistas tropicalistas como Os Mutantes, Geraldo Vandré, Caetano Veloso e os demais integrantes dos Doces Bárbaros.

Este é o tema da “Enquete da Semana” publicada na fanpage @jornalnegociao, onde todos têm a oportunidade de expressar suas opiniões a respeito do assunto. Corre lá, faça sua voz ser ouvida!

© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.