sexta, 19 de julho de 2024

UMMES divulga comunicado sobre empresa que deve fornecer vacinas contra a covid para o consórcio

Publicado em 26 abr 2021 - 15:47:44

           

 

 

 

Da redação

 

 

Após evento promovido pela UMMES – União dos Municípios da Média Sorocabana, que aconteceu na quinta-feira, 22, no Teatro Municipal de Ourinhos, onde prefeitos da região discutiram sobre o processo de viabilização da compra de 500 mil doses da vacina Astrazeneca, uma grande polêmica surgiu sobre a legalidade da empresa árabe que intermedia a compra das doses.

A reunião com os prefeitos foi realizada com a presença da imprensa de Ourinhos e região, e a participação virtual de André Oliveira, um representante da HiLAL GRUP no Brasil, que esclareceu várias dúvidas dos prefeitos presentes, e falou também sobre os questionamentos levantados na mídia sobre a empresa.

 

 

O encontro contou com a  presença dos prefeitos das cidades de São Pedro do Turvo, Marquinho Pinheiro (PSDB), presidente da UMMES, Lucas Pocay (PSD) de Ourinhos, Mário Luciano Rosa (PL), de Salto Grande, Serginho (PSDB) de Ipaussu, Wilson José Garcia (PL) de Bernardino de Campos, Jordão Antônio Vidoto (PSDB) de Óleo, Diego Singolani Costa (PSD) de Santa Cruz do Rio Pardo, Márcio Burguinha (PSDB) de Chavantes, Camachinho (PSD) de Ibirarema, Salma (MDB) de Ribeirão do Sul, Silvinho (MDB) de Timburi, Dr. Afonso (MDB) de Espírito Santo do Turvo, Joel (Cidadania) Canitar.

Segundo disse Marquinho Pinheiro, a entidade tem um contrato pré-estabelecido com a empresa árabe HiLAL GRUP, para o fornecimento de 500 mil doses de vacinas Astrazeneca, ao valor de US$ 9,75 cada, o que totaliza o montante de R$ 27 milhões.

Marquinho esclareceu também que o Consórcio ainda não tem em caixa o valor e que será necessário apoio e parcerias com comerciantes, outras cidades e consórcios interessados em adquirir também as doses. Após assinado o contrato, o prazo de entrega das vacinas é de 20 dias.

Qualquer município pode aderir ao consórcio na compra de vacina e empresários também terão a oportunidade de ajudar com recursos em conta específica.

O prefeito da cidade de Quatá, Marcelo Pecchio (PSD), apesar de não fazer parte da UMMES, está interessado em se unir ao consórcio para a compra das vacinas, por isto participou da reunião.

 

Legalidade de empresa vendedora das vacinas é questionada na mídia

Ainda na quinta-feira, o Jornal Debate News de Santa Cruz do Rio Pardo, divulgou matéria onde informa que a empresa ‘Hilal Grup’, com sede na Turquia, não tem legitimidade para intermediar a compra de vacinas da AstraZeneca.

Que o suposto grupo, na verdade, nunca teve nem sequer contato com a fabricante dos imunizantes e “não há intermediários comercializando a vacina da AstraZeneca em nenhum lugar do mundo”.

De acordo com o Debate, a informação é do próprio laboratório e foi encaminhada ao jornal na tarde da quinta-feira, 22.

A empresa diz ainda que “não é verdade a alegação dessa empresa [Hilal Grup] de que possui contrato com a AstraZeneca”. De acordo com a nota, o laboratório comercializa vacinas apenas com governos federais e organizações internacionais que distribuem os imunizantes a países de baixa renda.

“Nada disso é parecido com o consórcio intermunicipal da Ummes. A empresa não é parceira da AstraZeneca”, afirma.

 

Segundo o Debate, em conversa de Whatzapp, o jornal falou com o dono da Hilal

A reportagem do Debate conseguiu contato com a ‘Hilal Grup’, cuja sede fica em Istambul, na Turquia. A companhia tem vários endereços na cidade do país leste-europeu – mas nenhum deles possui fachada. Falou, inclusive com o dono que se apresentou como Recep, através de conversa por WhatsApp e garantiu que a Hilal tem vários acordos com fabricantes de vacinas, entre as quais Sinovac, AstraZeneca e Sputnik.

Reportagem do site “Achei Santa Cruz” mostrou hoje que a empresa atua há 47 anos no ramo de construção civil, segundo consta no site da Hilal. O proprietário informou que o site está desatualizado.

Ainda segundo o Debate, nada comprova nem mesmo a existência da Hilal, nos endereços indicados pela companhia inexistem placas que indiquem seu funcionamento no local.

 

UMMES publica nota de esclarecimento

Em nota emitida no dia 23, a entidade garante que possui um trâmite extenso e seguro nessa negociação até que se faça o pagamento das vacinas, que serão pagas somente depois de entregues.

Que essa negociação nasceu de proposta de empresas turcas capacitadas, que diversificam seus negócios, entre eles, venda de medicamentos, pesquisas científicas, entre outros.

Que as empresas terão a capacidade de vender 10 milhões de doses de vacinas AstraZeneca produzidas na Índia e que apresentaram todos os documentos necessários para a compra e entrega das mesmas.

Que as empresas não informaram a nenhum órgão de imprensa sobre as negociações em andamento com a UMMES e a entidade poderá tomar as medidas judiciais cabíveis pela possível divulgação de uma Fake News.

E que a negociação tem a ciência do Tribunal de Contas, Ministério Público, ANVISA, Receita Federal, Entidades de Classe e a Sociedade Civil, numa força de união para ajudarem no combate a esta terrível pandemia.

 

Confira o comunicado da UMMES na íntegra:

 

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