terça, 18 de junho de 2024

UPA não sabe explicar morte de Aline; população exige esclarecimentos

A morte da servidora pública Aline Kelly de Moraes aos 39 anos na última segunda-feira, 16/05, provocou uma grande comoção na cidade. O falecimento ocorreu após a moça ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Ourinhos. O assunto foi pauta de sessão da Câmara Municipal e agora, a população pede esclarecimentos à Secretaria da Saúde, direção do UPA e a Santa Casa de Ourinhos.

A jovem, que trabalhava como auxiliar de educação infantil na NEI Benedita Fernandes Cury, na Vila Boa Esperança, deu entrada na unidade na manhã de segunda-feira queixando-se de dores nas costas e perna. Segundo informações, ela teria sido atendida e medicada pelo clínico geral Jomarcos Cannizza, e pouco tempo depois do atendimento a servidora retornou a UPA sentindo-se muito mal, sofrendo duas paradas cardiorespiratórias conforme o divulgado pela direção da unidade.

O falecimento sem uma explicação plausível deixou a família indignada, já que o atestado de óbito não aponta a causa da morte e segundo os familiares, a jovem não tinha histórico de problemas cardíacos. Segundo declarações de familiares a reportagem do G1, o médico que atendeu Aline disse que o estado dela “era muito grave e falou diversas vezes que não sabia o que tinha acontecido. Que ela tinha sofrido infarto e parada cardiorrespiratória. Que ela teve um pico de glicemia”.

Parentes e amigos criticaram as circunstâncias do atendimento e óbito questionando sobre o que realmente aconteceu, já que a única resposta que obtiveram é de que a causa da morte é indeterminada. A diretora técnica da UPA, Jucarla Casolari Araújo, declarou que a unidade não tem como saber a causa da morte. “Nós não temos condições técnicas para descobrir qual a causa morte neste caso. Por quê uma paciente que veio com uma dor lombar que irradiava para perna, tomou a medicação, saiu da unidade e voltou se sentindo mal. Nós não temos exames aqui que nos levem a uma conclusão, por isso ele colocou causa indeterminada no atestado de óbito.”

O sepultamento de Aline aconteceu na terça-feira, 17/05, com a família cobrando explicações e dizendo que vai recorrer a polícia e a justiça para que o fato possa ser esclarecido. A Prefeitura responsável pelo UPA divulgou nota lamentando o caso que chamou de fatalidade e que está buscando informações junto aos responsáveis para apurar os fatos.

A Morte de Aline Kelly de Moraes de 39 anos repercutiu fortemente nas redes sociais com relatos de supostas testemunhas que presenciaram a jovem “dando entrada com dor nas costas e após ser medicada com uma injeção ela veio a falecer (…) agora fica por isso mesmo. Quem é o médico que atendeu? Que injeção é essa? Alguém entra andando e sofre parada depois de tomar uma injeção. Meus sentimentos a família. Minha indignação com o descaso de alguns médicos do UPA”, postou uma internauta. 

 

O assunto também repercutiu na sessão da Câmara na noite de segunda-feira com alguns vereadores pedindo explicações dos responsáveis sobre o caso e outras questões, como as supostas recusas da Santa Casa de Ourinhos em atender pacientes encaminhados pelo UPA. Houve até pedido ao presidente da Câmara para que convoque o administrador da Santa Casa, Celso Zanutto, o secretário da Saúde André Luiz Camargo Mello e os gestores da UPA para esclarecimentos referentes aos serviços prestados por esses órgãos de saúde no município.

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