sexta, 24 de maio de 2024

Veja a opinião dos editores do Jornal e leitores

DEMOCRACIA – Apesar de alguns vereadores ainda sentirem dificuldades em se expressar, as sessões da Câmara Municipal têm se transformado em debates políticos interessantes, com defesa acalorada de ideias, muito diferente das reuniões do grupo do governo anterior, onde os assuntos eram acertados à portas fechadas antes do início da sessão. O Legislativo ourinhense tem exercitado a arte da política, o que é bom para todos.

O X DO PROBLEMA – A transmissão ao vivo da sessão da Câmara pela TV exige que os vereadores possuam mais qualidades. Não basta vestir terno, é preciso que tenham uma comunicação clara e coerente, e cuidado com a língua portuguesa. Alguns cometem erros primários de concordância, além de outras dificuldades. Algumas sessões com fonoaudiólogo podem ajudar.

SOMOS CONTRA – O grupo de oposição à prefeita Belkis na Câmara mostrou que sabe fazer jogo duro, votando em bloco contra o pedido de urgência para a aprovação de convênio com entidades assistenciais. Alegaram que precisam de mais informações a respeito dos valores apresentados, e querem saber o motivo de muitas associações terem ficado de fora. 

CARNAVAL FORA DE HORA I – Apesar da situação de calamidade vivida pelo município e da recente declaração da prefeita Belkis de que a administração não tem dinheiro para obras de infra-estrutura, a Prefeitura encaminhou para a Câmara pedido de convênio entre a Secretaria de Cultura e a Associação de Amigos da Escola Municipal de Música no valor de R$ 50 mil reais para realizar o carnaval. O pedido foi negado pela Câmara, alegando que o momento não é oportuno para despesas desta natureza, e que a prefeita precisa aprender a priorizar os gastos públicos.

CARNAVAL FORA DE HORA II – Em discursos ásperos, uns vereadores afirmaram que outras cidades já suspenderam o carnaval pelo mesmo motivo de falta de verba. Silvonei Rodrigues – “Esquilo”, por exemplo, disse que “a gente só faz churrasco quando tem dinheiro pra comprar a carne”.

ENTRANDO EM FRIA – Apesar do secretário de cultura Fernando Cavezalli ter atuado como marqueteiro em diversas campanhas políticas, sua atuação na administração pública tem se caracterizado por colocar a prefeita em situação de vulnerabilidade. Insistir em gastar dinheiro com carnaval em época de crise como a vivida pela cidade é dar a cara da chefe à tapa.

SEM DINHEIRO? – O vereador Antônio Carlos Mazzetti – “Tico da Boa Esperança”, afirmou na última sessão da Câmara Municipal que o dinheiro de Ourinhos não está em Brasília e nem em São Paulo, está em Ourinhos mesmo. E desafiou a prefeita Belkis Fernandes a cortar 30% dos cargos comissionados em algumas secretarias que a prefeitura de Ourinhos economizaria em torno de R$ 1 milhão por mês. Segura mais essa Belkis.

ARTICULAÇÃO PARTIDÁRIA – Partidos políticos começam a esboçar mudanças em seus quadros com vistas às eleições do próximo ano. Apesar do nome do vereador Lucas Pocay ter despontado como possível candidato, o cenário político pode trazer outras surpresas.

NÃO BRINCO MAIS I – O vereador Edvaldo Lucio Abel – “Vadinho”, quer convocar os secretários para irem até à Câmara a cada quatro meses. Segundo ele, seria uma forma dos vereadores serem informados a respeito do planejamento das atividades de cada pasta. Por trás deste motivo, existe uma picuinha: “Vadinho” quer obrigar um dos secretários a prestar explicações públicas, numa revanche pelo fato de ter conhecimento de fofocas ditas em botecos. O recado é claramente direcionado ao Sr. Edson Carnevalle, secretário de Serviços Urbanos. “Estamos enjoados de solicitar informações a secretários que ficam nos botecos falando mal de nós”, foram palavras de “Vadinho” na última sessão.

NÃO BRINCO MAIS II – “Vadinho” foi além. Disse que alguns vão arrepiar, virão na Câmara e não terão respostas e outros têm capacidade de responder.

VITÓRIA DO MOSQUITO I – O aumento no número de casos de dengue na cidade assusta. Autoridades do município de Marília reconhecem que estão perdendo o controle, e o mesmo pode acontecer por aqui, se não houver um ataque sistemático aos focos dos mosquitos e campanhas educativas eficientes.

VITÓRIA DO MOSQUITO II – Durante a última sessão, “Vadinho” alertou a falta de pessoal para trabalhar no combate à dengue na cidade e denunciou que a equipe atual está trabalhando de domingo a domingo.

QUEM FALOU QUE NÃO TEM DINHEIRO? – O vereador Alexandre Zóio apresentou requerimento pedindo informações a respeito da mudança do prédio da Biblioteca Tristão de Athayde. Segundo ele, o prédio que pretendem alugar é menor e inadequado para o funcionamento da biblioteca, e a Prefeitura vai precisar investir em reforma e adaptação. Além disso, o aluguel é mais caro do que valor pago atualmente no prédio da rua São Paulo. “Zóio” denunciou que parte dos livros já está sendo encaixotada e deverão ser doados.

DESRESPEITO COM O LEITOR – O prédio onde funciona a Biblioteca da vila Margarida (que pertence à Prefeitura), não tem bebedouro e o banheiro não oferece condições de uso aos leitores e frequentadores do Acessa SP instalado no local. Ao invés de investir recursos recuperando prédios de sua propriedade, a Prefeitura escolhe alugar e reformar imóveis particulares. 

O LAGO SECOU – O vereador José Roberto Tasca, presidente da Câmara, quer explicações sobre o que aconteceu com o lago do Parque Olavo Ferreira de Sá, na Fapi. Um deles é abastecido por água de mina, e está secando, evidenciando o intenso assoreamento a que foi submetido nos últimos anos. O local tem tudo para ser transformado em área de lazer e esportes, mas vive sujo e abandonado, e o desastre ambiental já foi denunciado por munícipes.

SUPERLOTAÇÃO – Mudanças recentes da Secretaria de Estado da Educação estão trazendo dificuldades para alunos e professores. As salas estão superlotadas, sendo comum 50 alunos por turma, o que dificulta o processo de aprendizagem. Ao contrário de outras cidades da região, em Ourinhos a maioria dos prédios precisa de manutenção, e tem mobiliário sucateado. Não importa se a escola é municipal ou estadual. Os alunos são ourinhenses. 

AINDA SEM SOLUÇÃO – O drama do cidadão Luiz Carlos Seixas, morador do Jardim Ouro Verde, que perdeu praticamente tudo nas chuvas de 25 de setembro e até agora ainda não voltou a morar em sua casa, foi tema de discussão entre os vereadores na última sessão. Seixas, inclusive, esteve presente na sessão. “O que a defesa civil está fazendo pelas vítimas, cadê o dinheiro prometido pelo governador, cadê o projeto de canalização?”, questionou “Vadinho”.

IMPRENSA CARINHOSA – Com a velha mania de não dar nome aos bois, o vereador Inácio J. B. Filho afirmou que nas fortes chuvas de setembro, um ex-prefeito também foi prejudicado e que a “imprensa carinhosa” de Ourinhos não noticiou nada. Não informou o nome do ex-prefeito e nem a quem se refere como “imprensa carinhosa”.

ABSURDO – As crianças das EMEIs – Escolas Municipais de Ensino Infantil e das NEIs – Núcleo de Ensino Infantil – não tem água gelada para beber. E olha o calor que está fazendo. Quem denunciou foi o vereador Flavio Luis Ambrosim – “Flavinho do Açougue” na última sessão e pediu em requerimento “a possibilidade de se instalar bebedouros nestes locais”.

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