sábado, 22 de junho de 2024

Vítimas da enchente de setembro “comemoram” 150 dias do temporal e inércia da prefeitura

José Luiz Martins

Moradores que tiveram danos em suas casas causados pelo temporal de setembro do ano passado “comemoraram” na manhã desta segunda feira (22) o aniversário dos 150 dias do “infortúnio”. A tradicional musiquinha de parabéns pra você teve sua letra modificada para “blá blá blá …blá… blá blá…. e foi acompanhada de um minúsculo bolo e uma velinha que teimou em não acender. 

O ato acompanhado pela reportagem do NovoNegocião, TV TEM, Radio Globo e Jornal da Divisa é uma metáfora relacionada a situação vivida pelas vitimas do temporal que cobram ações da prefeitura na região da Avenida Horácio Soares, abaixo da passagem de nível no final da rua Lopes Trovão. A comemoração segundo os presentes visa chamar a atenção da opinião pública e autoridades para a inércia da prefeitura em ações e obras para corrigir as deficiências de escoamento da chuva no local. 

Pelo menos três casas foram destruídas e seus moradores estão com prejuízos de grande monta. Outros tiveram estragos menores além da perda de móveis e outros bens. 

Os munícipes reclamam que até agora só houve promessas e nada foi feito deixando os residentes da região muito preocupados, com medo da chuva e que o desastre torne a se repetir. Entre os presentes muitos partilham da ideia de não pagar o IPTU como forma de compensação dos prejuízos

Existem pessoas desalojadas de suas casas em virtude dos estragos. Afirmam que só pagarão o IPTU após a prefeitura se mexer e realizar as obras de galerias pluviais necessárias.

Eles somam a esse protesto o péssimo estado das ruas na cidade que vem afetando a população em geral. Em cidades como São Paulo e Santos a prefeitura demonstrou sensibilidade e encontrou meios para respaldar a remissão do IPTU para os moradores que tenham seus imóveis atingidos por enchentes e ocorrências desse tipo. 

Em Ourinhos a prefeitura também não se movimentou nesse sentido. Depois da pressão das vítimas, coube à Câmara Municipal apresentar projeto a ser votado prevendo essa possibilidade. 

O morador Luiz Carlos Seixas que, por pouco escapou com vida quando sua casa foi arrasada pela enchente, lembra que as mesmas águas que destruíram sua casa, mais a frente matou uma mulher e desalojou seu marido e seus dois filhos. Conforme o munícipe José Fernando que também foi obrigado a deixar sua residência muito danificada pela enchente, o Ministério Público também foi procurado na pessoa do promotor Marcos Brandini. 

“A gente foi até o promotor e perguntamos o que tinha que ser feito, ele pediu apenas um requerimento e alegou que não pode se envolver no que a prefeitura tem que fazer em obras. Não poderia fazer nada. Se o Ministério Público não pode fazer nada nesse caso então para que serve?, questionou o munícipe.

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