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sexta, 24 de junho de 2022

Cirurgias eletivas voltam a ser realizadas, mas falta muito para zerar as filas

No dia 18 de Abril de 2022, o prefeito e o secretário de Saúde Donay Neto assinaram um convênio com a Santa Casa de Ourinhos, que autoriza a liberação de um novo pacote de investimentos de exames

 

José Luiz Martins/Marcília Estefani

 

O tempo de espera para exames e principalmente as chamadas cirurgias eletivas (avaliadas como não urgentes) para muitos ourinhenses e pessoas de várias cidades da região, tem sido angustiante. Muitas temem ter o quadro de saúde piorado sem que nada possam fazer a não ser esperar por períodos que passam de dois anos.

Antes mesmo da Covid-19 se alastrar pelo país, a rede pública do estado, e por extensão os municípios, já acumulavam uma alta demanda reprimida para vários procedimentos médicos, que com início da pandemia do Coronavírus tiveram que ser totalmente suspensos.

Com a situação pandêmica controlada, o prefeito Lucas Pocay autorizou a retomada do serviço no mês de novembro de 2021, beneficiado vários pacientes que aguardavam por procedimentos cirúrgicos nas especialidades de ginecologia, cirurgia geral, urologia e cabeça e pescoço.

 

OFERTA VERSUS DEMANDA – Um ano após Lucas Pocay ter assumido a prefeitura de Ourinhos, noticia divulgada em 08 de maio de 2018 https://psd-sp.org.br/noticia/ourinhos-deve-zerar-fila-de-cirurgias-eletivas-ate-o-fim-de-2018/ pelo site do PSD partido de Pocay, informava que  o prefeito prometeu zerar a fila de cirurgias eletivas até dezembro daquele ano contratando a Santa Casa para realizar os procedimentos.

Na época, cerca de 1.500 pacientes foram operados e a ação foi feita em etapas começando com as cirurgias ginecológicas em 340 mulheres. A “fila ainda contava com munícipes que há anos esperavam por procedimentos ortopédicos, dermatológicos, pediátricos, urológicos e vasculares”, disse o prefeito na ocasião. Porém, à medida que a fila anda, outros pacientes surgem e a fila nunca acaba.

 

AGORA A FILA ANDA? – No dia 18 de Abril de 2022, o prefeito e o secretário de Saúde Donay Neto assinaram um convênio com a Santa Casa de Ourinhos, que autoriza a liberação de um novo pacote de investimentos de exames, cirurgias eletivas, consultas e procedimento oncológicos. O contrato tem validade de 12 meses.
De acordo com o divulgado pelo site da PMO, a Santa Casa do município foi contratada com recursos próprios e outros provenientes de emendas parlamentares.

A Prefeitura investirá neste novo pacote um total de R$ 2.997.026,95 milhões para realização de 2.960 exames, entre eles de Colonoscopia, Doppler e Mamografia; 485 cirurgias eletivas para diversas especialidades como cabeça e pescoço, ginecológicas, vascular, de pediatria, urologia e ortopedia; e ainda 374 exames e procedimentos de Radioterapia, Quimioterapia e cirurgias.

A reportagem do Negocião entrou em contato com a Secretaria de Saúde em três ocasiões esta semana solicitando diretamente à assessoria do Secretário de Saúde Donay Neto, uma entrevista para obter mais informações sobre a fila de pendentes de cirurgias eletivas e outras questões relacionadas a exames e o início dos atendimentos.

No entanto até o fechamento desta edição não houve retorno à solicitação e ficaram sem resposta do secretário Donay Neto algumas questões como:

– O governo do estado realizou algum repasse de recursos para as finalidades do programa?

– Qual é a quantidade de pacientes que aguardam exames, cirurgias e consultas?

– Quais os quantitativos e tempo de espera de cada especialidade?

 

43 MIL PACIENTES AGUARDAM POR CIRURGIAS NA REGIÃO – A SES – Secretaria Estadual da Saúde e a Santa Casa de Assis, responsável pela gestão ambulatorial do AME Ourinhos, respondeu ao jornal informando que no estado a fila tem 538,1 mil procedimentos a serem realizados.

Na região da DRS IX – Diretoria Regional de Saúde de Marília a qual Ourinhos pertence, hoje mais de 43 mil pacientes aguardam por cirurgias na Central de Regulação (Cross) que também controla e regula o sistema em Ourinhos.

Coincidentemente, duas semanas após Lucas Pocay anunciar o retorno do programa “Zerando a Fila”, o governo do estado lançou, na quinta-feira, 25 de maio, o “Mutirão das Cirurgias” para zerar a fila dos 43,9 mil pacientes na Região de Marília em 4 meses.

A prefeitura assinou convênio junto à Santa Casa de Ourinhos contratando novo pacote de investimentos de exames, cirurgias eletivas, consultas e procedimento oncológicos

 

Os hospitais públicos receberão o dobro da tabela para cada cirurgia realizada, as unidades terão ainda um valor adicional para a realização das consultas de avaliação e exames pré-cirúrgicos. O aporte de recursos em toda a rede pública inicia-se em todo o Estado dia 1º de junho, com o investimento de R$ 350 milhões dos cofres do governo estadual.

Também na última quinta-feira, 25, o Diário Oficial do Estado publicou o chamamento público para a contratação destes procedimentos em órgãos de saúde privados nas 17 (DRS) regiões do estado. Os que aderirem aos serviços também receberão o dobro do valor da tabela SUS, além dos recursos para as avaliações e exames pré-operatórios.

São 54 tipos de cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde nas especialidades, do aparelho circulatório, visão, digestivo e abdominais, osteomolecular e geniturinário, das glândulas endócrinas e em nefrologia.

Segundo o governo paulista, sem o Mutirão, levaria até dois anos para atender toda a demanda reprimida. Para tanto o Estado irá pagar um valor adicional de 100% do que já é pago pela Tabela SUS do Ministério da Saúde para os 54 procedimentos para todos os serviços municipais, filantrópicos e santas casas do Estado.

A Secretaria de Saúde não informou qual a quantidade de pacientes que aguardam exames, cirurgias e consultas em Ourinhos

 

A contratualização acontecerá durante o mês de junho e os atendimentos começarão nestes serviços até o dia 1º de julho. Além disso, já a partir de 1º de junho, a Secretaria de Estado da Saúde irá realizar procedimentos extras em 56 hospitais da rede própria estadual e em 37 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME).

Estas unidades irão realizar um total de 47,7 mil cirurgias, como procedimentos para a catarata, colecistectomia, hernioplastia, adenoidectomia, vasectomia entre outros.

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