quinta, 18 de abril de 2024

Homem encontrado morto no centro de Marília é identificado pela polícia

Imagens de câmeras mostram duas mulheres arrastando o saco com o corpo da vítima. Elas foram detidas na manhã desta quinta-feira, 10/11, para prestar depoimento

 

Da redação

 

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília identificou o homem encontrado morto dentro de sacos no centro da cidade na manhã da quarta-feira, 9/11. Também foram identificadas duas mulheres que são suspeitas de terem participado do crime. Elas foram flagradas por câmeras de monitoramento arrastando o saco pela rua e abandonando-o na calçada.

 

A vítima é o aposentado Donizete Rosa, 60 anos, natural de Gália/SP, que morava próximo ao cruzamento das ruas Prudente de Moraes e Quatro de Abril, poucos metros de onde foi abandonado seu corpo. Ele tem familiares em Gália, mas ainda não foi conseguido contato.

 

 

A polícia civil esclareceu também que o homem não é de origem oriental, que o avançado estado de decomposição do corpo e os inúmeros ferimentos no rosto provocaram as suspeitas. As inscrições em mandarim e a nomenclatura ‘Jack’ existentes em um dos sacos também colaboraram para as deduções, porém, o material possivelmente foi retirado de uma lixeira ou caçamba localizadas nas proximidades, justamente para embalar a vítima, portanto não devem ter nada a ver com o crime.

Ainda de acordo com as investigações, o homem provavelmente foi morto dentro de seu apartamento há pelos menos 10 dias. Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais da região mostram exatamente o momento em que duas mulheres arrastam o saco com o corpo pela rua e o abandonam na calçada.

 

 

Segundo entrevista do delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, antes de arrastarem o corpo pela rua, elas tentaram colocá-lo em um automóvel, supostamente de um motorista de aplicativo, mas, de acordo com as filmagens, ele teria se recusado a ajudar e deixou o local. O motorista já foi identificado e a polícia quer saber se ele percebeu ou não do que se tratava.

As suspeitas são irmãs, mas ainda não têm uma identificação certa, pois já deram três nomes diferentes e não apresentaram documentos. É possível que tenham vindo de Minas Gerais e moravam com o idoso há cerca de um ano, supostamente como cuidadoras.

Em depoimento inicial, apesar das imagens capturadas, as mulheres negam o crime, mas os policiais encontraram nas bolsas delas fita adesiva semelhante à que estava envolta ao corpo e luvas.

No apartamento em que a vítima morava, a DIG encontrou sinais se sangue, mas não localizou objetos que teriam sido utilizados no crime. Também não se tem ainda um resultado oficial sobre a causa da morte.

“O que aconteceu lá, se elas não confirmarem para a gente, vai ter que aguardar o laudo necroscópico mesmo”, disse o delegado.

A investigação identificou ainda a existência de empréstimos consignados já debitados em nome do aposentado, no valor de R$ 25.000,00. Ainda não se sabe se as suspeitas ficaram com este dinheiro, se realizaram saques no banco, mas essas informações também serão verificadas.

 

SUPOSTO ASSALTO – O delegado contou durante a coletiva de imprensa, como os policiais chegaram até as duas suspeitas. “Ouve um chamado para a polícia militar de que teria ocorrido um roubo e duas mulheres seriam as vítimas de um crime. Quando a polícia chegou acabaram constatando que elas poderiam ser as suspeitas e pelas imagens dos vídeos foi confirmado o envolvimento delas”.

 

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