domingo, 14 de abril de 2024

Luís Paulo Isidoro é condenado a 14 anos de prisão pela morte do jovem Brian

Julgamento aconteceu na quinta-feira, 2 de março e terminou na madrugada da sexta

 

Da redação

 

Na madrugada da sexta-feira, 3 de março, chegou ao fim o julgamento de Luís Paulo Isidoro, acusado de matar Brian Bueno da Silva, em 9 de junho de 2016. O PM foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado pela utilização de meio que impossibilitou a defesa da vítima.

 

PM Luís Paulo Isidoro. Imagem: Dario Miguel/Diario Cidadão

 

A sessão durou cerca de 14 horas e aconteceu no Fórum de Ourinhos. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Porém, Isidoro ainda não foi preso e poderá recorrer da sentença em liberdade.

O julgamento começou às 14h30 da quinta-feira, 2, e terminou por volta das 4h00 da madrugada de sexta.

A principal linha de defesa de Isidoro foi a tese de que houve falha mecânica na pistola e que o disparo que matou Brian foi acidental. “O Brian foi uma vítima. Mas eu também fui vítima da Taurus”, declarou o réu, referindo-se à fabricante do armamento.

O policial foi representado pelos advogados Osni Bueno de Camargo e Daniel de Camargo. O promotor do caso foi Lucio Camargo de Ramos Junior. A advogada da família de Brian, Juliana Barbosa, atuou como assistente da acusação. A juíza Raquel Grellet Pereira comandou o julgamento.

 

RELEMBRE O CASO – Brian foi morto na madrugada de 9 de junho de 2016, na Avenida Jacinto Sá, após sair com amigos da Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos – FAPI. Os jovens estavam brincando com os cones de trânsito, por isso o carro em que estavam foi abordado por policiais.

 

 

Enquanto um dos PMS conversava com o motorista e os ocupantes do veículo, Luís Paulo Isidoro se aproximou de Brian, que estava sentado no banco do carona, e atirou. Câmeras de segurança instaladas no local registraram toda ação e mostram com detalhes o momento do disparo.

O jovem chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho da Santa Casa local. O policial alega desde o início que o disparo foi acidental, que a arma teria disparado, sem que ele tivesse acionado o gatilho, por uma falha na arma. Porém um laudo feito pela própria Polícia Militar apontou que a pistola não apresentou defeito.

 

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