quinta, 22 de fevereiro de 2024

Mãe e filha são encontradas enterradas em Pompéia, ex-marido é suspeito e continua foragido

Uma adolescente de 16 anos, filha da vítima, pode estar envolvida no caso

 

Da redação

 

Uma operação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar na cidade de Pompéia/SP, desvendou na terça-feira, 2 de fevereiro, o desaparecimento de uma mulher e sua filha de 9 anos de idade. Mãe e filha foram encontradas enterradas no quintal da casa onde moravam. Ex-marido é o maior suspeito e pode ter contado com a ajuda da enteada de 16 anos.

Os corpos de Cristiane Arena, de 34 anos, e Karoline Vitória, de 9 anos, foram achados no quintal da casa, sob um contrapiso de concreto. As duas estavam desaparecidas desde o fim de novembro do ano passado.

 

Cristiane Arena, de 34 anos, e Karoline Vitória, de 9 anos, foram achados no quintal da casa, sob um contrapiso de concreto

 

Segundo a polícia, o ex-companheiro de Cristiane chegou a ser levado à delegacia para prestar esclarecimentos quando as vítimas estavam desaparecidas. No entanto, depois que os corpos foram encontrados, ele não foi mais localizado.

A filha mais velha da vítima, uma adolescente de 16 anos, foi apreendida como suspeita de participação no duplo homicídio, ela indicou à polícia o local exato onde estava enterrada a criança.

Segundo o delegado Cláudio Anunciato Filho, que comanda as investigações, essa revelação feita pela adolescente reforça a tese da sua participação no crime ao lado do principal suspeito, o ex-companheiro da vítima e padrasto da criança.

“Ela [adolescente] não admite a participação, mas teve um momento logo após ser apreendida que revelou aos policiais, que estavam com dificuldade de encontrar o corpo da criança, que ele estaria perto de uma árvore e de uma piscina de plástico, onde realmente estava”, disse o delegado.

 

Investigações

O delegado explica que há pouco mais de uma semana a Polícia Civil recebeu uma comunicação do Conselho Tutelar de Pompeia de que uma família estaria sob cárcere privado e de que a filha adolescente teria sofrido abuso por parte do padrasto.

“Fomos até a casa da família e encontramos apenas o suspeito e a adolescente, que foram levados à delegacia para nos ajudar a esclarecer o que aconteceu com as vítimas, que estavam desaparecidas. A garota disse que a mãe foi embora com a filha menor após conhecer um novo namorado, mas os depoimentos eram contraditórios e fomos investigar”, explicou o delegado.

Durante as investigações, a polícia descobriu que a mulher de 34 anos havia sido demitida de um emprego em Santa Mercedes, cidade onde ela chegou a morar, e recebido um valor de rescisão. Com os dados do cartão bancário, a polícia descobriu que o homem era quem movimentava a conta da mulher.

“A adolescente não admite nada em seu depoimento sobre a participação [no crime], e nem mesmo que mantém um relacionamento amoroso com o padrasto, mas já temos provas que a relação existe”, disse Anunciato Filho.

Polícia encontra corpos de mãe e filha enterrados em quintal de casa em Pompeia — Foto: João Trentini/Divulgação

 

Em diligência na casa, os policiais encontraram o local reformado, com a construção de um contrapiso de concreto na parte dos fundos, e desconfiaram do crime.

Para chegar aos corpos, eles precisaram utilizar uma retroescavadeira para quebrar a camada de concreto feita para tentar ocultar as vítimas.

(Com conteúdo G1)

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