sexta, 19 de abril de 2024

Publicitária que foi candidata a prefeita de Tupã está entre presos na operação contra atos de vandalismo em Brasília

Klio Damião Hirano foi presa na capital na noite de quarta-feira (28). Polícia Federal e Polícia Civil do Distrito Federal cumpre mandados de prisão de suspeitos na tentativa de invasão da sede da PF e outros atos de vandalismo.

 

Da redação

A mulher que está entre as pessoas que foram presas até a manhã da quinta-feira, 29 de dezembro, na operação da Polícia Federal que apura atos de vandalismo em Brasília é de Tupã, no interior de São Paulo, e foi candidata à prefeitura da cidade nas últimas eleições municipais, em 2020.
A publicitária bolsonarista Klio Damião Hirano participou da disputa em chapa única pelo PRTB e não se elegeu.
Ela recebeu 364 votos e foi a menos votada entre os candidatos. Klio tem 40 anos e é filha do fotógrafo Eizi Hirano, que tem o trabalho conhecido nacionalmente e fundou uma rede de lojas de impressão fotográfica. Ele morreu em abril de 2019 e o distrito industrial da cidade recebeu seu nome.
Nas redes sociais da publicitária há várias postagens que fazem referência ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Em agosto, Klio postou fotos do encontro com a deputada Carla Zambelli em uma universidade de Marília.
Ela era frequentadora do acampamento golpista de apoio ao presidente no Quartel-General do Exército em Brasília, onde estaria, segundo as postagens nas redes sociais desde o mês de novembro, após as eleições.
Antes de ser presa, Klio postou um vídeo de uma solenidade no Palácio do Planalto. Além dessas publicações, há dezenas de fotos e vídeos dela em Brasília junto com outros apoiadores do atual governo.
A publicitária estaria entre as pessoas que tentaram invadir a sede da PF em Brasília no último dia 12 de dezembro.
Segundo o g1, o jornalismo tenta contato com a defesa dela, mas ainda não obteve retorno. A PF informou que uma equipe está na cidade de Tupã e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços da suspeita.
Entre os crimes apurados pela ação, estão abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, dano qualificado, incêndio majorado e associação criminosa.
Os mandados são cumpridos no DF e em sete estados: Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Operação Nero
A operação ganhou o nome de Nero, em referência ao imperador romano do primeiro século que ateou fogo em Roma e apura os atos de vandalismo e a tentativa de invasão à sede da PF na capital, em 12 de dezembro, quando bolsonaristas tentaram resgatar José Acácio Serere Xavante indígena preso pela prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos.
No entanto, segundo a apuração, há investigados que também atuaram na montagem da bomba na véspera de Natal. Um dos envolvidos, George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, confessou o crime e foi autuado por terrorismo.
A Polícia Civil disse que não informaria quantas pessoas estão envolvidas nos dois casos porque as investigações sobre o explosivo armado no aeroporto correm sob sigilo.
“O número não podemos passar, até porque nós não vamos passar mais informações sobre a apuração no caso da bomba no aeroporto. As investigações estão com a Polícia Civil em sigilo decretado judicialmente”, disse o delegado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 8 veículos, entre carros e ônibus, foram incendiados pelo grupo. Eles também quebraram vidros de automóveis, depredaram equipamentos públicos e a 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.
A PF afirma que a investigação teve início na corporação, em conjunto com a Polícia Civil do DF, que apurou os ataques de vandalismo na capital. Por declínio de competência, os inquéritos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Ônibus queimado durante atos de vandalismo do bolsonaristas em Brasília, nesta segunda (12) – Foto: TV Globinho/Reprodução. 

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