terça, 10 de março de 2026
Publicado em 14 fev 2019 - 09:25:55
Da redação
Na manhã da terça-feira, 12, uma criança de 10 anos, moradora do bairro Bela Manhã, em Santo Antônio da Platina, desapareceu mobilizando moradores da vizinhança, que se emprenharam durante todo o dia na busca pela menor.
A menina foi localizada no começo da noite, próximo à uma igreja católica, e questionada contou que havia fugido de casa porque sofrera tentativa de abuso sexual de seu próprio pai.
A Polícia Militar foi acionada e os policiais conversaram com a criança, que relatou à policial feminina Nayara Hellen Trevizan, que desde o ano passado sofria o pesadelo de ser abusada sexualmente pelo próprio pai, e que na terça-feira quando ele tentou novamente ela resolveu fugir de casa, se escondendo num matagal próximo à Paróquia São José.
Relato doloroso – O Conselho Tutelar foi chamado e o caso acompanhado pelas conselheiras Rosemari Alcântara e Simone Santana, para as quais a criança, espontaneamente, fez o relato doloroso dos abusos que vem sofrendo de seu pai desde o ano passado. Foram as conselheiras que levaram a menina até o Pronto Socorro Municipal, onde passou por exames. Rose, como é conhecida uma das conselheiras, não escondeu a emoção na noite de terça-feira, ao falar rapidamente por celular com a reportagem. “Por mais que convivamos com a violência do dia a dia envolvendo crianças, quando nos deparamos com um drama como desta menina, fica difícil segurar a emoção”, relatou emocionada.
O caso foi apresentado ao delegado de Santo Antônio da Platina, Rafael Pereira Gabardo Guimarães, que, após ouvir todos os presentes, decidiu por autuar em flagrante o pai da menina pelo crime de estupro de vulnerável.
O pai negou ter abusado de sua filha, alegando que a mesma estaria saindo com um “namoradinho” e que quando descobriu discutiu com ela e por isso teria fugido, assegurando que nunca cometeria uma barbaridade desta com a menor.
Segundo o delegado Rafael Guimarães, os nomes dos envolvidos não podem ser divulgados, tendo em vista que a legislação exige o sigilo absoluto do processo envolvendo crimes sexuais, especialmente para preservar a imagem da vítima.
Fonte: tanosite.com
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