terça, 10 de março de 2026
Publicado em 21 ago 2020 - 12:39:46
Corpo de cabeleireiro é encontrado com sinais de tortura e família suspeita de homofobia
Marcília Estefani
José Roberto Tavares, 47 anos, cabeleireiro, conhecido por “Madonna”, criado em Ourinhos, foi encontrado morto no dia 7 de agosto, com sinais de tortura, em uma área de mata na zona norte de São Paulo. Família acredita tratar-se de crime homofóbico, pelas condições em que o corpo foi encontrado.
A polícia foi acionada por populares que, devido ao cheiro forte de queimado no local, foram averiguar e desconfiaram tratar-se de um corpo. O cabeleireiro estava seminu e parcialmente carbonizado, com queimaduras nos pés, tornozelos, costas e cabeça.

Conforme matéria publicada pela TV Record, no programa Cidade Alerta, a irmã de José Roberto, Roseli Tavares, contou que ficou chocada com a notícia. Os irmãos não se viam há 11 anos, e ela precisou ir até o IML (Instituto Médico Legal) na capital para reconhecê-lo, o que não foi possível, pois o corpo já estava ali por cerca de 6 dias. Ele foi identificado através das impressões digitais.
O crime está sendo investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo).
Uma amiga de mais de 20 anos, contou que ele era um profissional bem-sucedido na região de Perus, que era uma pessoa muito querida por todos e nunca imaginou uma morte deste tipo. Há cerca de 20 dias, José Roberto esteve na casa da amiga. Ela contou também que ele estava desempregado e sem lugar para morar, muito debilitado.
Segundo a irmã da vítima, ele ganhou o apelido de “Madonna” ainda jovem, em Ourinhos, por ser muito fã e parecido com a cantora. Passou inclusive a fazer imitações e se apresentou em várias ocasiões, inclusive em um concurso chegou a ganhar uma ambulância para cidade.
Veja na íntegra reportagem do programa Cidade Alerta:
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