terça, 10 de março de 2026
Publicado em 23 dez 2020 - 08:48:15
Furto aconteceu na Fazenda Experimental do campus do Lageado em Botucatu (SP). Pesquisadores alertam que a carne pode conter resíduos químicos altamente contaminantes
Da redação
Cerca de 100 quilos de carne bovina foram furtados do Laboratório de Ciência da Carne, na Fazenda Experimental Lageado, que faz parte da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp de Botucatu (SP).
Em nota, a faculdade informa que o furto aconteceu no último fim de semana e nenhum suspeito foi identificado. A nota também faz um alerta para que as pessoas da região não comprem carne sem certificação oficial e procedência, porque podem ter acesso a produto sem segurança sanitária.
De acordo com os pesquisadores, parte da carne furtada recebe tratamentos com produtos químicos utilizados para acelerar a sua degradação, portanto, trata-se de carne altamente contaminante, que pode conter resíduos químicos e é totalmente imprópria para consumo.
Segundo o professor Luis Artur Chardulo, coordenador do Laboratório de Ciência da Carne, o furto foi descoberto na manhã do último domingo (20), quando um dos pesquisadores passou pelo local para verificações de rotina e encontrou a porta arrombada.

Pelo grau de descongelamento de um pacote de carne deixado no chão, Chardulo estima que o furto aconteceu na madrugada de domingo.
Segundo o coordenador do laboratório, parte do material furtado passava por testes de vida útil, que são experimentos que atestam para frigoríficos, comércio varejista e consumidores a validade da carne mediante diversas variações de armazenamento.
Ou seja, parte da carne furtada já pode estar com sua validade comprometida e, portanto, totalmente imprópria ao consumo.
A FMVZ registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Civil de Botucatu informou que já determinou diligências por parte da Polícia Científica, que contará com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na tentativa de descobrir o autor ou autores do furto.
Depois do episódio, a direção da FMVZ determinou um reforço na segurança do laboratório, com a instalação de grades de ferro nos acessos e de um sistema de monitoramento por câmeras de segurança.
(Conteúdo G1)
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